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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Maranhão reduz pela metade número de mortos e feridos no trânsito

Segundo a seguradora, enquanto em 2014 foram pagas 29.238 indenizações por mortes e feridos, no ano passado o número de ressarcimentos pagos foi de 13.524.

Foto: Reprodução

Um pacto pela vida que trouxe resultados para o trânsito. De acordo com dados divulgados pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), foi de 54% a redução no número de acidentes com vítimas no Maranhão, no comparativo entre 2014 e 2017.

Segundo a seguradora, enquanto em 2014 foram pagas 29.238 indenizações por mortes e feridos, no ano passado o número de ressarcimentos pagos foi de 13.524. A conta inclui as reparações feitas por óbito, invalidez e as Despesas de Assistência Médica Suplementares (DAMS).

O governador Flávio Dino comemorou os resultados e alertou para a principal questão, a quantidade de vidas salvas. “Os dados servem para chamar o debate para o principal: antes havia uma bagunça total, ineficiência, negligência. E agora cumprimos a lei. Esse é o certo”, completou o governador em postagem nas redes sociais.

Ainda no comparativo entre os dois anos, a redução no número de vítimas indenizadas por invalidez foi de 55%. O número de mortes no trânsito também teve redução, de 24%. Já as despesas médicas caíram mais de 70%.

Com a criação da Companhia Independente de Polícia Militar Rodoviária Independente (CPRV Ind), um grupamento da Policia Militar específico para prevenção de mortes e acidentes no trânsito, o número de blitzen da Lei Seca aumentou 39 vezes entre 2014 e 2017, passando de oito para 312. Também vêm sendo feitas diversas ações educativas.

A contagem de vidas salvas no Maranhão desde 2015 é ainda maior. Incluindo dados que apontam para a redução de índices de criminalidade, foram salvas 2.797 vidas de crimes violentos e acidentes de trânsito no Maranhão. O cálculo leva em conta o cenário que havia em 2014 em relação aos anos seguintes.

Em 2014, foram 987 mortos nos chamados Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que incluem os homicídios, os latrocínios (roubos seguidos de morte) e as agressões fatais.

A partir de 2015, esse número foi caindo gradativamente. Em 2017, por exemplo, houve queda de 40% nos homicídios em relação a 2014.

Essas reduções pouparam 718 vidas em três anos. Na comparação com 2014, foram 77 mortes a menos em 2015, 245 a menos em 2016 e 396 a menos em 2017. Somados, chega-se aos 718.