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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Mulher salta de ônibus para fugir de assalto e morre atropelada no DF

Uma testemunha disse que viu a vítima desembarcar e percebeu que ela se desequilibrou ao pisar no chão

Claudineia com o filho e o marido

Claudineia Oliveira Teixeira, 37 anos, morreu atropelada após tentar fugir de um assalto dentro de um ônibus coletivo em Ceilândia. O crime ocorreu por volta das 5h30 desta terça-feira (13/3), quando os bandidos entraram no veículo na altura do setor P Sul e anunciaram o assalto, de acordo com a Polícia Militar do DF.

Os dois suspeitos começaram a exigir que os passageiros entregassem os celulares. A mulher, assustada, saltou pela porta da frente e acabou atropelada pelo próprio ônibus.

Uma testemunha disse que viu a vítima desembarcar e percebeu que ela se desequilibrou ao pisar no chão, sendo atropelada pelas rodas da frente do veículo. Os autores do assalto fugiram. A 23ª Delegacia de Polícia (P Sul) investiga o caso.

Um vídeo feito por passageiros de outro ônibus flagra o momento em que os suspeitos deixam o coletivo. As imagens mostram que, após o crime, eles correm ao longo da via e entram em um veículo, que estava estacionado. Em seguida, os criminosos fogem.

Os criminosos usaram um veículo para fugir, que foi encontrado por volta de 8h40 pela PM na Octogonal. Os militares procuram o suspeito na área.

Dor e tristeza
Marido de Claudineia, o mecânico Elton Teixeira Machado, 52, não se conforma com a tragédia. Ele disse que a esposa tinha medo de pegar ônibus na parada mais próxima de casa porque ocorriam muitos assaltos na região. Então, por segurança, ele a levava ao terminal do P Sul, de madrugada. “Nada do que fizemos adiantou. Infelizmente, nós perdemos”, lamentou, aos prantos.

O parada de ônibus perto da casa de Claudineia foi exatamente onde os bandidos embarcaram no coletivo. Tem até um posto policial muito próximo, mas os moradores dizem que nem sempre PMs são vistos no local. Nesta terça, porém, eles estavam na unidade.

A feirante Ana Cristina Siqueira Campos, 42, é moradora do Pôr do Sol e conhecia Claudineia. “Uma pessoa íntegra e tranquila. Infelizmente, virou mais uma vítima da violência nas ruas. Nós sempre reivindicamos segurança. Estamos implorando e nada acontece”, suplicou. A vítima trabalhava há seis anos no Hospital Oftalmológico de Brasília e morava há 11 no Pôr do Sol. Deixa marido e um único filho, Wallison, 19.

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