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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Moradores de condomínio da Cyrela em São Luís criticam intromissão de deputados e imprensa em problema com construtora

Apesar da Nota de Repúdio dos moradores do Pleno Residencial na Assembleia Legislativa a disposição é continuar investigando a empresa.

Foto: Reprodução

Em Nota de Repúdio distribuída segunda-feira (12), moradores do Condomínio Pleno Residencial, em São Luís, criticam a intromissão de deputados e da imprensa num assunto que dizem estar sendo resolvido de comum acordo entre eles e a construtora Cyrela, responsável pela obra, com intermediação do Ministério Público. Na nota, os moradores chegam a considerar as abordagem sobre esse problema sensacionalistas.

“Os problemas existem e estão sendo resolvidos entre Cyrela e Ministério Público, não sendo necessária nenhuma participação e envolvimento de deputados, imprensa ou não-moradores”, diz a nota, que segue abaixo na íntegra:

Nota de Repúdio

Nós, moradores do Condomínio Pleno Residencial, manifestamos repúdio ao que vem sendo veiculado na mídia no que diz respeito aos reparos na estrutura do empreendimento, ocasionados pela construtora Cyrela. Estamos acompanhando diariamente as recomendações e notificações do Ministério Público à construtora e afirmamos, com total convicção, que a abordagem dada pela imprensa e por políticos em ano eleitoral é ABSURDAMENTE sensacionalista, de má fé e sem conhecimento profundo dos fatos.

Os problemas existem e estão sendo resolvidos entre Cyrela e Ministério Público, não sendo necessária nenhuma participação e envolvimento de deputados, imprensa ou não-moradores.

Agradecemos a preocupação, mas somos mais de 720 pessoas conscientes do trabalho que está sendo feito e do problema que, em breve, será solucionado.

Atenciosamente,

Moradores do Condomínio Pleno Residencial

O Caso

O Ministério Público do Maranhão está investigando a conduta da construtora Cyrela a respeito de cinco empreendimentos da empresa que foram entregues com problemas estruturais graves, em São Luís. Segundo os promotores, cerca de quinze mil pessoas podem ter sido lesadas. O promotor de justiça Pedro Lino Curvelo informou que sérias penalidades podem ocorrer nesses casos.

Na Forquilha, o condomínio Vitória São Luís possui 55 torres e começou a ser entregue em 2013 e logo os problemas apareceram. Foram rachaduras na estrutura, fiação elétrica exposta, e hidrante que não funciona. Também havia tubulação de gás ao lado das luminárias, o que pode causar superaquecimento dos canos e até explosão, segundo os Corpo de Bombeiros.

Ano passado, moradores do condomínio Jardins de Provence tiveram que deixar o prédio às pressas porque havia vazamento de gás por falhas no sistema. Depois de dois meses, o Corpo de Bombeiros autorizou o retorno, mas os próprios bombeiros encontraram problemas em nova vistoria.

Em 2013, o Condomínio Brisas também teve problemas no sistema de gás. Já um prédio do Pleno Residencial foi entregue em 2016, mas já tem rachaduras em toda a estrutura.

Além disso, no Condomínio Farol da Ilha o problema é a falta de uma entrada para o caminhão dos bombeiros em caso de incêndio. Em 2015, um apartamento pegou fogo e o resgate dos moradores teve de ser feito de helicóptero. O problema ainda não foi resolvido.