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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Esporte ajuda a combater a obesidade em crianças e adolescentes

Problema acomete 124 milhões de pessoas entre 5 e 19 anos no mundo

(Foto: Ilustração)

A prática de exercícios físicos é fundamental na prevenção da obesidade infantil, problema que assola 124 milhões de pessoas entre 5 e 19 anos no planeta, de acordo com estudo feito pelo Imperial College de Londres em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os números são preocupantes: de acordo com os dados, o sobrepeso atinge 10 vezes mais crianças do que na década de 70.

Segundo Rafael Martins, educador físico e professor de movimento para educação infantil, a prática de atividades físicas desenvolve o corpo do praticante e o deixa mais resistente a doenças. “Ao desenvolver o hábito de praticar regularmente modalidades esportivas, o corpo do praticante sofre uma série de benefícios, como o desenvolvimento de todo o sistema circulatório, o que interfere diretamente na prevenção de doenças relacionadas ao coração, diabetes, hipertensão, entre outros”, afirma Rafael. A prática de esportes também está atrelada com a diminuição da taxa de colesterol, aumento de resistência muscular e maior flexibilidade de tendões.

O que a criança precisa é encontrar uma modalidade esportiva que mais se adeque à realidade que ela vive. Não são necessários muitos acessórios – no máximo, um tênis infantil feito para um esporte específico, como basquete ou skate. O mais importante é se exercitar. “Ao criar o hábito de praticar esportes, as pessoas também desenvolvem o gosto pela atividade física, o que tem um impacto direto em sua vida social e emocional”, diz Rafael.

De acordo com a nutricionista Amanda Jesus, o contexto da obesidade infantil é complexo. Envolve diversos fatores – entre eles, alimentação e atividade física, bem como condições socioeconômicas, culturais, além dos fatores de ordem secundária menos frequentes, como os genéticos e os distúrbios hormonais.

“O tratamento da obesidade infantil deve ser pautado em ações que visem a promoção da saúde através da educação alimentar e nutricional, além da prática de atividade física no ambiente escolar”, defende Amanda.

Números alarmantes de obesidade infantil

O relatório da Comissão pelo Fim da Obesidade Infantil, de 2016, elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), revela dados importantes sobre o sobrepeso no mundo e traz recomendações para que os Estados possam reverter esse problema de saúde. De acordo com o relatório, 41 milhões de crianças com menos de cinco anos sofrem de obesidade, sendo que o maior aumento é proveniente de países de renda baixa e média.

O sobrepeso é impulsionado pela globalização, urbanização e exposição de crianças a ambientes insalubres. Os principais vilões são os alimentos industrializados e as bebidas não alcoólicas adoçadas com açúcar. A prevalência desse problema aumentou de 4,8% para 6,1% entre 1990 e 2014.

Durante esse período, houve um aumento de 10 milhões de crianças afetadas pela obesidade infantil – em 1990, eram 31 milhões de pessoas. Em 2014, quase metade de todas as crianças com sobrepeso e obesas com idade inferior a cinco anos vivia na Ásia e um quarto na África.

Para combater a obesidade infantil, o relatório apresenta seis principais medidas para os governos. O objetivo é reduzir a ingestão de alimentos pouco saudáveis, orientar para problemas de saúde, doenças não transmissíveis e hábitos saudáveis durante a infância.

Para tanto, é necessária a implementação de programas abrangentes que cubram toda a problemática e ofereçam tanto orientação quanto suporte para uma dieta mais saudável e hábitos benéficos à saúde, além de fornecer serviços de gestão de peso baseados na família e com diversos componentes para crianças e jovens obesos.

A atividade física está presente em duas das recomendações. O relatório sugere a implementação de programas que promovam a atividade física e a redução do sedentarismo, além de assegurar a disponibilidade de atividade física.

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