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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Economia brasileira tira o pé do atoleiro

Será? A notícia da Reuters mostra que talvez haja esperança para algum otimismo. Mas não fique contente ainda. Leia o final da matéria.

Acaba de sair pela agência de notícias Reuters: a economia brasileira está saindo do atoleiro. É claro que o título provocativo não combinaria com o estilo sisudo de uma das agência de notícias com maior credibilidade no mundo.

A pimenta no título fica por conta e risco deste editor que vos digita estas linhas. Ao contrário do que costumam fazer alguns renomados blogueiros maranhenses, eu mostro a fonte. Aprendi em minha passagem pelo UOL, O Estado de S.Paulo e Grupo Exame, que citar a fonte é sinônimo de bom jornalismo.

Pois bem. A notícia é da Reuters, mas a fonte é a Receita Federal (sim, a mesma que está consumindo a preocupação das noites de muitos empresários com o Imposto de Renda). Numa época de vagas magras, trata-se de uma boa notícia: “Arrecadação federal sobe 3,95% em março, a R$105,659 bi, diz Receita”.

O título da Reuters é péssimo. Nunca entendi como a “Receita” pode dizer alguma coisa. Receita Federal não é gente. Não diz nada. Diga-se de passagem, ela é simbolizada por um leão comedor, atrás de rendas e ganhos dos contribuintes.

Alta de quase 4%
Preciosismos literários à parte, a notícia é para soltar foguetes: uma alta real de 3,95% (quando comparado ao mesmo período do ano passado) é um presente do Dia das Mães antecipado.

A Mãe Economia agradece, muito obrigada. Não só por causa dos R$ 105,659 bilhões que pingam nos cofres públicos (que Deus nos defenda de que algum gatuno tenha a chave deles!).

Foi o melhor resultado para o mês desde 2015. O que significa isto?

Para quem manja Economia, sabe-se que toda recessão tem um ciclo. Desde a primeira crise financeira do Império Romano (lá pelos anos 30 d.C., ou seja, na época em que o rabino Yeshua entraria para a História como Jesus de Nazaré), a gente sabe que uma recessão nasce, cresce, fica fraca e passa.

Se os políticos deste Brasil de ratos não atrapalharem, podemos dizer que estamos saindo da crise.
Preste bem atenção: Este foi o quinto mês seguido em que a arrecadação federal cresceu. Será que os ratos ficarão parados vendo o bolo de queijo crescer?

Acumulado
A boa notícia – e cá entre nós, jornalista odeia boa notícia – é que o acumulado no primeiro trimestre do ano é de dar água na boca (inclusive na boca dos roedores de plantão): a arrecadação total chegou à soma de R$ 366,401 bilhões. O que significa? Crescimento real de 8,42%, quando comparamos com o mesmo período de 2017.

A Receita Federal também está vibrando com o crescimento real na arrecadação previdenciária. Pasmem!, bonachudos 2,65% de crescimento. Os especialistas veem esse aumento por causa do aumento do emprego formal, da massa salarial e dos parcelamentos. E os ratos? Será que vão ficar quietinhos cheirando tanta mamata?

Mais uma novidade: tem também aumento de arrecadação do Imposto de Importação (alta de 20,8%). Mas… Ooops… o IPI-Vinculado também subiu (21,9%) por causa da elevação da moeda do Tio Sam, é óbvio.

E tem mais: o famigerado déficit primário melhorou. Desde o escândalo de 2016, que atingiu o recorde de R$ 161,27 bilhões, não se tinha uma notícia tão alvissareira.

Mas – pontuo com maiúsculas este MAS – todo jornalista adora más notícias. Portanto, não fique alegrinho, meu leitor (leitora, ou qualquer gênero que vos apetecer). As contas públicas ainda continuarão por um bom tempo no vermelho.

A previsão do próprio governo é de que as contas só voltem ao azul somente em 2022. Se os ratos não voltarem a roer a roupa roída do rei de Roma, diga-se de passagem.

Portanto, esperem até a próxima Copa (no Catar) para ver para crer o que o governo quer que a gente acredite hoje!

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