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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Operação cumpre mandado prisional contra suspeitos de torturar e esquartejar rival em São Luís

O grupo torturou e matou, de forma cruel, Wildson Baldez Silva, o “Tchou”, em outubro de 2017

O grupo foi apresentado em uma entrevista coletiva na SPCC. (Foto: Gilson Ferreira)

Por Nelson Melo

Durante uma operação realizada na Vila Nova República, zona rural de São Luís, na manhã desta terça-feira (24), foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva contra José Raimundo Maranaldo, e seu irmão, Sidynei Maranaldo Amorim, suspeitos de torturar e esquartejar um homem em outubro de 2017. E, também, contra Jefferson Azevedo Vieira, o “Gegê”, considerado o mandante do crime e que já estava encarcerado no Complexo de Pedrinhas.

Em uma entrevista coletiva realizada na Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), o delegado Luigi Conte, titular do 12º Distrito Policial (DP), Maracanã, disse que, em 17 de outubro do ano passado, Wildson Baldez Silva, o “Tchou”, foi capturado por membros da facção Bonde dos 40 e levado a um matagal, onde foi torturado e, primeiramente, decapitado. Depois, os suspeitos mutilaram o rapaz, retirando seus membros superiores e inferiores. O corpo da vítima foi desovado na Vila Guará, que fica perto da Vila Nova República.

Segundo o delegado, Wildson foi executado no “tribunal do crime”, porque era membro do Bonde, mas migrou para a facção rival, o Comando Vermelho (CV). Por este motivo, “Gegê” ordenou que a vítima fosse submetida ao julgamento clandestino, que o sentenciou à morte. A Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) iniciou os Autos de Investigação Preliminar (AIP). O 12º DP, então, deu prosseguimento ao caso, identificando cada envolvido no crime.

Nesta terça-feira, equipes da SPCC, da Superintendência de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), do 12º DP e da Seccional Sul seguiram à Vila Nova República, com seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, em desfavor de José Raimundo, o “Duca”, e Sidney. O outro de prisão preventiva foi cumprido no Complexo de Pedrinhas, contra “Gegê”, que está encarcerado desde o ano passado após ser flagrado com uma pistola ponto 40.

Prisão em flagrante: enquanto as equipes estavam no local, também prenderam em flagrante Dallyson Santos, conhecido como “Macaco”, que, ao perceber os policiais se aproximando, colocou trouxinhas de maconha e crack na boca. Depois de cuspir o material, foi algemado e levado juntamente com os outros dois, sendo que os três são membros do Bonde.

 

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