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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Conheça os sintomas e saiba o que fazer para evitar a doença

Tudo começa com um mal-estar, aparentemente, sem explicações

A farmacêutica Milena Oliveira sempre se preocupa com a saúde da filha Beatriz, de 6 anos.

Tudo começa com um mal-estar, aparentemente, sem explicações. Rapidamente, vem a dor de cabeça, acompanhada de febre. O que parece ser só uma virose comum começa a se complicar com sintomas como náusea, vômito, fotofobia – incômodo intenso provocado pela luz – além de dores na região do pescoço, que geram rigidez e dificuldade de se movimentar a cabeça. Segundo a médica Graziela Medeiros, clínica geral do Hapvida Saúde, esse conjunto de sinais costuma ser um forte indicativo de diagnóstico da meningite clássica, doença que tem sido pauta de muitas discussões em grupos de pais e mães assustados, dentro e fora das redes sociais.

Foi justamente em um desses grupos que a farmacêutica Milena Oliveira recebeu mensagens preocupantes. “As outras mães no grupo da escola começaram a falar de uma professora, em outro colégio, que estava com meningite e tinha tido contato com as crianças. Então, rapidinho todo mundo ficou assustado mesmo”, conta Milena, que logo se apressou em saber mais informações e checou tudo na Secretaria de Estado da Saúde, no Maranhão. “A Secretaria me enviou uma nota técnica que explicava tudo sobre a doença e serviu para acalmar as famílias, pois explicou que não se trata de um surto”, explica a mãe da pequena Beatriz, de 6 anos.

No documento em questão, além de descartar oficialmente a existência de um surto de meningite em São Luís, a SES mencionou os dois casos mais recentes que chegaram a ser noticiados em alguns blogs e portais de notícias na internet. Segundo a Vigilância Epidemiológica, houve a confirmação da doença, com evolução para óbito, em dois casos, nos dias 27 de fevereiro e 3 de março, sem qualquer tipo de vínculo entre si. De acordo com a nota, a confirmação foi feita pela equipe médica dos hospitais. A Secretaria reforçou que as famílias e todas as pessoas que tiveram contato com as vítimas da doença foram avaliadas e receberam a medicação para a quimioprofilaxia, seguindo Protocolo do Ministério da Saúde.

ORIGEM

A médica Graziela Medeiros explica que a meningite é o processo inflamatório da meninge, membrana que envolve o sistema nervoso central. A doença pode ter causas variadas, mas as de origem viral e bacteriana são mais comuns, enquanto a de infecção por fungo é mais rara. “Dentre as meningites bacterianas, a meningocócica é a mais grave. Ela é causada pela bactéria meningococo. O paciente com esse tipo de meningite tem que buscar socorro médico imediato, pois a doença é altamente transmissível e, muitas vezes, fatal. Ela leva à meningococcemia, que é a septicemia pela meningococo”, revela a médica.

A rapidez no tratamento é importante não só para evitar a transmissão para outras pessoas, como também para resguardar a vida de quem já está infectado. “Quando isso ocorre, o tratamento tem que ser rápido. As falências renal, respiratória, circulatória, suprarrenal, cardiológica podem levar a óbitos em questão de horas”, recomenda Graziela Medeiros.

SEM PÂNICO

Nesse período chuvoso, por causa das aglomerações em locais fechados, há maior chance de transmissão de vírus e bactérias; como consequência, aumenta a incidência das doenças infectocontagiosas. Porém, embora a meningite cause preocupação, especialmente entre as crianças, que são mais suscetíveis, a doença tem tratamento e cura.

“O tratamento é feito à base de antibióticos e, em poucas semanas, o paciente pode voltar à rotina normal. Mas fundamental mesmo para evitar a doença é que pais e mães fiquem atentos à caderneta de vacinação dos filhos. A vacinação contra a meningite é aplicada ainda na infância e tem alto nível de proteção”, conclui a médica.

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