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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Reestruturado pela Prefeitura, Samu consolida avanços e reduz tempo-resposta do atendimento

Com a entrega de 10 novas ambulâncias feita pelo prefeito Edivaldo, capital cumpre o que preconiza o Ministério da Saúde dispondo de uma unidade básica para cada 100 mil habitantes e uma avançada para cada 500 mil

Entrega das ambulâncias feita pelo prefeito Edivaldo é uma das ações de reestruturação da saúde municipal. (Foto: Divulgação)

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em São Luís, com os investimentos recebidos na gestão do prefeito Edivaldo, tem garantido mais agilidade e qualidade no atendimento às chamadas da população. Um dos avanços esperados a partir das melhorias é a redução do tempo-resposta das chamadas para abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde, atualmente entre 15 e 32 minutos em média, conforme especificação técnica da ambulância.

Com mais 10 novos veículos entregues recentemente pelo prefeito Edivaldo, o município ampliou o plano de ação regionalizada que define a cobertura da regulação da Central de Urgência, encurtando o tempo-resposta da solicitação. Além disto, a capital cumpre o que preconiza o Ministério da Saúde, dispondo de uma unidade básica para cada 100 mil habitantes e uma avançada para cada 500 mil.

A renovação da frota integra a política de reestruturação da rede municipal de saúde, priorizada pelo prefeito Edivaldo, a partir do aprimoramento dos serviços em todas as áreas. Entre as ambulâncias do Samu, duas são do modelo UTI Móvel (Unidade de Suporte Avançado – USA), equipadas com desfibrilador (cardioversor) e respirador. A diferença destas para as básicas (USB) está nos equipamentos e também nas equipes de socorristas. Diariamente de seis a oito ocorrências exigem a utilização de ambulâncias USA.

“Sob a orientação do prefeito Edivaldo, estamos sempre atentos para identificar as necessidades e fazer os investimentos visando melhorar o atendimento da rede de urgência, e, quando se fala em Samu, o tempo-resposta tem uma perspectiva importante na recuperação e na extensão dos danos ao paciente; por isso, o prefeito está sempre trabalhando para atender cada vez melhor a população”, assinala o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho.

A diretora do Samu, Priscila Barros, ressalta a qualidade do serviço no município a partir dos investimentos da Prefeitura em convênio com o Ministério da Saúde. “O Ministério recomenda, proporcionalmente, para um bom atendimento, uma unidade básica para cada 100 mil habitantes e uma avançada para cada 500 mil. Com a aquisição recente, São Luís está confortavelmente dentro do que preconiza o Ministério da Saúde”, reforça a diretora.

As novas unidades móveis estão atuando na Central de Urgência, no Filipinho, e nas cinco bases descentralizadas estrategicamente distribuídas nos bairros Anjo da Guarda, BR-135 (Maracanã), São Bernardo, Vicente Fialho (Amar) e Cidade Olímpica. No ano passado, foram mais de 20 mil atendimentos realizados por meio da Central de Urgência do Samu. Destes, quase cinco mil foram concretizados em atendimento com necessidade de ambulância.

TEMPO-RESPOSTA

Segundo Priscila Barros, a descentralização da base também tem contribuído para a redução do tempo-resposta e a Prefeitura de São Luís trabalha para reduzir ainda mais este tempo. “Com a nova frota, temos possibilidade de melhorar ainda mais. Para isso, estão sendo trabalhados processos internos como a realização do checklist (reposição de material nas ambulâncias) mais rápido, assim como a troca de plantão”, explica a diretora.

A meta é reduzir esse checklist nas ambulâncias básicas para 10 minutos. Para alcançar esta meta, a direção do Samu vem mantendo conversas com as direções das unidades hospitalares para onde são encaminhados os pacientes, para que não ocorra retenção de material. “O ideal seria fazer reposição apenas a cada fim de plantão. Isso depende muito do número de ocorrências que foi feita no dia. Há dias em que são muitas as ocorrências, o que obriga o retorno à base para fazer a reposição”, explica a médica intensivista e reguladora da Central, Dayane Vieira.

EQUIPES

Ao receber a chamada pelo número 192, a Central solicita o endereço do atendimento e repassa para o médico regulador para que proceda a triagem. Pela triagem são identificados os casos de urgência, emergência e prioridades. Conforme o nível do serviço, as ambulâncias são selecionadas em quatro cores: vermelha, amarela, verde e azul.

Nesse escalonamento, a azul é a de menor prioridade. São quadros de, por exemplo, febres prolongadas, e as denominadas valências sociais. Geralmente essas solicitações ocorrem nos bairros da zona rural da Ilha. “Normalmente, são pacientes em trabalho de parto. Nestes casos, é deslocada uma ambulância básica, sem médico intensivista”, esclarece a diretora Priscila Barros.

As equipes das Unidade de Suporte Avançado são constituídas por um médico intensivista, enfermeiro, condutor-socorrista e um técnico de enfermagem. Todos com treinamento intensivo e permanente realizado pelo Núcleo de Educação em Urgência que atende o público interno e comunidade. O treinamento é realizado por meio de simulação realística para que se obtenha uma visão geral do serviço. O último ocorreu no dia 21 de abril e reuniu profissionais da região metropolitana de São Luís.

Equipe do SAMU durante treinamento simulado com múltiplas vítimas

ATENDIMENTOS

Se extrai das tabelas de atendimento uma crescente elevação no número de atendimento a doenças psiquiátricas. “O crescimento deste tipo de ocorrência se dá no mundo inteiro”, alerta a médica Dayane Vieira. Pelo regulamento, não há impedimentos para atendimento do Samu em cenas específicas. É um procedimento previsto em protocolo do Ministério da Saúde. No caso de existir alguma situação que traga insegurança para o trabalho da equipe é acionado o Corpo de Bombeiros ou Polícia Militar, parceiros institucionais, para garantir o deslocamento até a cena e a concretização do atendimento.

SAIBA MAIS

O Samu é acionado por meio do telefone 192. Somente nos três primeiros meses deste ano, foram mais de 21 mil chamadas. A melhoria no serviço de telefonia intensificou e qualificou as ligações, mas pelo menos dez por cento das ligações para o Samu são trotes, disparados por autores de diferentes faixas etárias. Em março deste ano, foram mais de 10 mil ligações. Destas, mais de 3 mil foram trotes.

Todas as ligações para o Samu passam por um médico regulador de plantão, durante 24 horas, todos os dias da semana. Cada equipe tem jornada de trabalho de 12 horas. É o médico regulador o profissional responsável pela triagem das ligações que chegam à Central. O primeiro contato do solicitante, porém, é com o Técnico Auxiliar da Regulamentação Médica (TARM), que então passa para o médico regulador.

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