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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Mais uma vítima de feminicídio no Maranhão

Professora é assassinada pelo ex-marido a golpes de facadas no interior do estado

Madrugada de sexta-feira (4) no município de Formosa da Serra Negra (MA), cidade a 68 quilômetros de Grajaú, na região sudoeste do Maranhão. A professora Neurivania Barbosa dos Santos, 35 anos, foi esfaqueada por seu ex-marido na frente dos filhos do casal, com 8 e 14 anos de idade.

O crime horrorizou os cerca de 18 mil habitantes do município. O assassino, Edivan Carneiro Macedo, havia ameaçado a vítima mais de três vezes. Não admitia o fim do relacionamento entre os dois, segundo testemunhas.

A residência no bairro de Vila Viana em que Neurivania foi vítima de feminicídio é somente uma, entre as dezenas de lares afetados por essa tragédia no Maranhão. O número de vítimas de feminicídio corresponde a 40% do total de mulheres assassinadas no Maranhão. A cifra vem crescendo ano a ano (veja infográfico produzido pela equipe de reportagem do JP).

 

Intuito do agressor

Por causa da banalização crescente desse tipo de crime, a equipe do JP tem dedicado ao tema a série de reportagens Feminicídio: Uma ferida aberta.

O número de vítimas do feminicídio cresce dia após dia correspondendo a 40% do total de morte de mulheres no maranhão, atingindo todas as classes sociais e etárias. Torna-se, por isso, um problema social cada vez mais grave

O crime de feminicídio se tipifica quando acompanhado de agressão verbal, psicológica e física, ferindo diretamente o gênero feminino. Ele não é determinado pelo quanto a mulher foi agredida, mas sim pelo intuito do agressor.

No caso de Neurivania, os policiais da região de Formosa da Serra Negra estão em busca de Edivan Carneiro Macedo (foto abaixo), 43 anos, acusado de assassinar a ex-mulher.

Como combater

O caso da professora Neurivania é identificado como feminicídio porque a vítima sofreu ameaças durante longo tempo. Além disso, foi vítima de violência doméstica. O assassino demonstrou, por seus atos, menosprezo pela condição de mulher de sua esposa.

O tema é complexo e suas causas envolvem razões judiciais, sociais e psicológicas. Para estudar com mais profundidade o assunto, acontecerá na Assembleia Legislativa do Maranhão, em 25 de maio às 13h00, o debate “Feminicídio: pelo fim da violência contra as mulheres”.

[A série FEMINICÍDIO: UMA FERIDA ABERTA continua…]
Reportagem 1 – Clique aqui para ler
Reportagem 2 – Clique aqui para ler
Reportagem 3 – Clique aqui para ler
Reportagem 4 – Clique aqui para ler
Reportagem 5 – Clique aqui para ler

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