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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

PF acredita que africanos resgatados em Ribamar seriam usados em trabalho escravo

O delegado da PF, Roberto Chaves, disse que eles pagaram em ouro e entre 700 euros e 800 dólares pela viagem.

Foto: Reprodução

A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que os africanos resgatados nesse sábado (19), em São José de Ribamar, seriam vítimas de tráfico humano realizado por dois cariocas, que também estavam na embarcação que saiu do continente africano com destino ao sudeste do País.

De acordo com a PF, eles seriam utilizados em trabalho escravo em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas uma tempestade danificou o catamarã e o grupo ficou à deriva em alto mar. No grupo resgatado, dois cariocas que estavam a bordo informaram à PF que eles foram buscar um catamarã em Cabo Verde e quando retornavam ao Brasil, encontraram e acolheram os africanos que estavam entregues à própria sorte depois que uma tormenta praticamente destruiu o barco com que pretendiam aportar na costa brasileira.

O governo do Estado divulgou nota sobre o trabalho de resgate do grupo.

O Governo do Estado informa que montou uma operação conjunta com a Polícia Federal e Marinha do Brasil, com apoio da Prefeitura de São José de Ribamar, para receber um grupo formado, em sua maioria, por estrangeiros, resgatados por barco pesqueiro em alto-mar.

No grupo de 27 pessoas, há 2 brasileiros. O restante é composto por estrangeiros de origens distintas. Até o momento, foram identificadas cinco nacionalidades: Senegal, Nigéria, Guiné, Serra Leoa e Cabo Verde. Eles desembarcaram no Cais do município de São José de Ribamar na noite deste sábado (19).

As primeiras providências foram tomadas ainda no Cais de São José de Ribamar, onde foram realizados os primeiros atendimentos médicos e servidas refeições. A equipe multidisciplinar do Centro Estadual de Apoio às Vítimas (Ceav) também esteve prestando apoio psicológico.

A Polícia Federal está averiguando possíveis ocorrências de crimes praticados contra o grupo, relacionados à sua vinda ao Brasil. A PF também avalia a situação jurídica dos mesmos no país.

Os 25 estrangeiros e 2 brasileiros resgatados pela Marinha foram atendidos na Unidade de Pronto Atendimento do Araçagi, na madrugada deste domingo (20), apresentando quadro de desidratação.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) comunica que, após medicados e avaliados pela equipe multiprofissional da unidade, foram liberados e encaminhados para o Ginásio Costa Rodrigues, onde seguem assistidos pela Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), em caráter temporário, até que os procedimentos realizados pela Polícia Federal sejam finalizados.

Por fim, a SES informa que uma equipe do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) realizará o acompanhamento dessas pessoas.

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