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Atividade industrial do Maranhão volta a recuar em abril

O resultado é da Sondagem Industrial, pesquisa elaborada pela FIEMA, no período de 2 a 16 de maio.

Foto: Reprodução

Depois de alcançar nível satisfatório em março (53,7 pontos), a atividade industrial volta a apresentar queda em abril no Maranhão. O índice recuou 5,6% em referência ao mês anterior, ficando em 48,1 pontos. A desaceleração também se manifesta com a redução no número de empregados (8,1 pontos), e no aumento de estoques efetivos em relação ao planejado (1,5 pontos).

O resultado é da Sondagem Industrial do Maranhão, pesquisa elaborada mensalmente pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador varia de 0 a 100. Abaixo de 50 sinaliza queda na produção, igual a 50 estabilidade e acima aumento da produção.

Desta edição, participaram indústrias dos segmentos de Alimentos, Vestuário, Couros, Derivados do petróleo, Biocombustíveis, Química, Limpeza e perfumaria, Plásticos, Minerais não metálicos, Metalurgia, Produtos de metal, Veículos automotores, Móveis, Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos. Elas foram pesquisadas no período de 2 a 16 de maio de 2018.

De acordo com o estudo, a utilização da capacidade instalada das empresas maranhenses apresentou uma significativa redução, 17% em relação a março, sendo mais um indicativo da contração da atividade industrial. As empresas de pequeno porte foram as que apresentaram maior redução no número de empregados (13,3), porém mantiveram o nível de atividade em abril. Por outro lado, as empresas de médio e grande porte reduziram menos o número de empregados, mas acusaram maior elevação no estoque, aliada a uma significativa redução na utilização da capacidade instalada (UCI), de 22%.

No Brasil, a atividade da indústria também manifestou redução, caindo de 53,7 pontos para 48,8, contudo, registrando uma maior atividade em relação a abril do ano passado. A redução da atividade industrial, de forma geral, pode ter correlação com as sucessivas variações cambiais ocorridas nos últimos períodos, já que uma gama significativa de insumos industriais são cotados em dólar.

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