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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Construção da ponte Central-Bequimão é realidade afirma engenheiro responsável pela obra

Com extensão de 589 metros, a ponte vai interligar 10 municípios da Baixada Maranhense e diminuir a distância de deslocamento dos moradores da região em 125 quilômetros.

Foto: Reprodução

Com um investimento de quase R$ 70 milhões e favorecendo a mudança no cenário econômico e social da Baixada Maranhense, a construção da ponte sobre o Rio Pericumã é um sonho antigo dos moradores e está cada vez mais próxima de mudar para melhor a vida da população de cidades como Bequimão, Central do Maranhão, Mirinzal, Guimarães, Cedral, Cururupu, Porto Rico, Serrano do Maranhão, Bacuri e Apicum-Açu.

Com extensão de 589 metros, a ponte vai interligar 10 municípios da Baixada Maranhense e diminuir a distância de deslocamento dos moradores da região em 125 quilômetros. Além dos demais caminhos regionais que serão encurtados com a conclusão da obra, a ponte possibilitará um deslocamento mais rápido ao Porto do Cujupe, com um trecho de 32 km a menos para ligação com a MA-106.

A ponte tem um projeto de engenharia de grande complexidade técnica, além de sofrer influência do rio e da maré, em alguns pontos, a espessura de solo mole chega a ter entre 26 e 40 metros profundidade, o que representaria numa breve comparação, a altura de um prédio de 20 andares.

O engenheiro civil, Fernando Navarro, é o responsável técnico pelas obras da tão sonhada Ponte Central-Bequimão e destaca nesta entrevista o quanto a obra tem avançado.

JORNAL PEQUENO – Com a chegada das peças de ferro que sustentarão os pilares da ponte na última semana, muito se falou em ação política e propaganda enganosa. Qual o status real dessa obra tão esperada pelos maranhenses?

FN – A magnitude do projeto envolveu várias fases como a compatibilização de projetos e estudos da engenharia da superestrutura, ou seja, o que é visto do solo para cima; e de infraestrutura, que é o que é visto do solo para baixo.

Do solo para baixo, são as fundações, que são estacas de grande diâmetro e profundidade com sua execução bastante complexa por suas características, o tipo de solo e a geomorfologia.

Uma vez estudada as caraterísticas desse terreno, é feito o projeto das fundações de cima para baixo. Considerando o projeto das estruturas com características como peso e tamanho da estrutura e depois passando para a fase das fundações, que precisam suportar as cargas das estruturas.

Essas fases já foram superadas, ou seja, hoje nós encontramos com as estruturas metálicas 100% fabricadas, são estruturas especiais com aço especial anti-corrosão que não enferrujam porque são tratados e pintados e começou o transporte para obra. A parte de estudo de geotecnia de fundações também está 100% concluída e já começamos a execução das fundações propriamente ditas do lado de Bequimão e devemos agora mobilizar uma frente para Central e, por último, o meio do rio.

Existem fases do projeto que são no solo, em muita profundidade, e de estudos de projetos e isso tudo faz as pessoas acharem que a obra está parada, mas não está. Não só a ponte está andando, como em breve andarão sobre ela. Para se ter uma ideia, para fabricar a estrutura metálica nós precisamos de um ano, para a parte de projetos foram 2 anos, então são 3 anos de trabalho de desenvolvimento e de projeto sendo executado. Não existe dizer que isso está sendo feito apenas agora porque é tecnicamente impossível.

Todas as estacas da obra estão prontas e no canteiro para serem cravadas no solo. Essas são as etapas de uma obra de grande estrutura e é ofensivo ouvir que tudo é feito agora quando é preciso uma série de medidas para chegar onde estamos hoje. Chega a ser leviano as pessoas fazerem esse tipo de comentário. Para nós do setor técnico, é difícil entender que alguém que tenha o mínimo de conhecimento sobre engenharia faça esse tipo de comentário.

2 – Entendida a complexidade da fundação da ponte no solo mole, como é a estrutura da ponte? 

FN – Ao todo, a ponte terá 15 pilares/apoios, sete de cada lado e um ao centro, hoje estamos trabalhando nos apoios 13, 14 e 15, que ficam do lado de Bequimão. As estacas de dentro do Rio e as do lado de Central já estão concluídas e em campo juntamente com as ferragens e a central de concreto, que estão mobilizadas no canteiro de obras. Então, a atual fase da obra é de fundação e blocos de vigas para fazer o lançamento das estruturas.

Esse processo de terminar as vigas de Bequimão dura em torno de 3 meses e a parte de Central entrará posteriormente.

3 – Como funcionam essas vigas? Depois de prontas, qual a nova medida?

FN – Com as vigas pré-montadas, enquanto estamos fazendo a fundação do outro lado, montamos os sete primeiros vãos, que são 15 pilares e 15 vãos no total. Depois desses 7 primeiros, nós começamos a empurrar a estrutura metálica por cada lado, unindo as vigas com uma pré-laje (pré-moldados de concreto) que vai tapar os vãos entre as vigas e concretar o tabuleiro da ponte, fazendo a solidarização em segmentos, já que é muito peso e não conseguiríamos fazer de uma vez só. Essa etapa, também já está em andamento dentro do canteiro de obras.

4 – Quem é a FN Sondagens? A empresa tem a capacidade de concluir a obra da Ponte Pericumã?

A FN Sondagens é sócia do consórcio que ganhou a licitação, somos detentores de 25% do contrato, e continuaremos até o final da obra. Nós já participamos de grandes obras como a instrumentação da duplicação da BR – 135, temos uma longa trajetória em projetos prediais realizados na cidade de Belém.

Seja em iniciativa privada ou pública, a FN é uma empresa séria, responsável por mais de 60 obras aqui no Maranhão e agradecemos a confiança depositada pelo Governo do Estado em nossa capacidade.

Também temos como parceira a USIMINAS, empresa reconhecida pela efetividade em desenvolver projetos de alto complexidade como é o caso da Ponte Central- Bequimão.

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