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Maranhão entra em estado de alerta por risco de poliomielite

Segundo dados do Ministério da Saúde, no Maranhão 14,29% dos municípios não atingiram a meta de vacinação.

Foto: Reprodução

O Maranhão entrou em estado de alerta por causa do risco de poliomielite. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Maranhão 14,29% dos municípios não atingiram a meta de vacinação, que é de 50%. O estado é o segundo do país no número de municípios que deixaram de cumprir a meta. Em primeiro lugar aparece a Bahia, com 15% dos municípios abaixo da meta.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), em 2017 31 municípios apresentaram cobertura abaixo de 50%, índice considerado muito baixo, representando alto risco para ocorrência de casos da doença na população.

Diante da situação, a SES afirmou que tomou algumas medidas tais como envio de documento de alerta geral para os gestores municipais de saúde; apoio com técnicos e de estrutura para campanhas em áreas prioritárias; abastecimento com insumos (seringas, agulhas e vacinas de todas as regiões) além de avaliação mensal das coberturas vacinais dos municípios, encaminhada às regiões de saúde.

Entre os municípios do estado que possuem baixa cobertura contra a poliomielite estão Arame, São Domingos do Maranhão, Alcântara, Bequimão, Santa Luzia do Paruá, Jenipapo dos Vieira, Bacuri, Turiaçu, São João Batista, Santana do Maranhão, Peri Merim, Dom Pedro, Axixá, Bacabal, Magalhães de Almeida, Humberto de Campos, Matões do Norte, Vargem Grande, Pinheiro, Carutapera, Chapadinha, Serrano do Maranhão, Vitorino Freire, Belágua, Raposa, São Vicente Ferrer, Presidente Dutra, Grajaú, Presidente Sarney, Central do Maranhão e Primeira Cruz.

Doença

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomelite geralmente atinge crianças com menos de quatro anos, mas também pode contaminar adultos.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias com febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

Transmissão e Prevenção

A poliomielite não tem tratamento específico. A transmissão pode ocorrer de uma pessoa para outra por meio de saliva e fezes, assim como água e alimentos contaminados.

No entanto, a doença deve ser prevenida por meio da vacinação. A vacina é aplicada nos postos da rede pública de saúde. Há ainda as campanhas nacionais.

A vacina contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre 4 e 6 anos de idade. Também é necessário vacinar-se em todas as campanhas. A próxima Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite ocorrerá de 6 a 31 de agosto.

O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem.

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