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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Portadora de hidrocefalia gigante, Graziely Alves completa 25 anos e família precisa de doações

O cotidiano dela é muito delicado, pois a garota é vigiada o tempo todo, para que nada de ruim aconteça e coloque em risco sua vida

Foto: Reprodução

Surpreendendo todas as estimativas médicas, Graziely Alves Régis está completando, neste sábado (14), 25 anos, sendo que ela é portadora de uma doença rara, a hidrocefalia gigante desde o seu nascimento, em 1993. A jovem, entretanto, está necessitando de ajuda para manter a saúde, como, por exemplo, um colchão pneumático e um ar-condicionado.

A mãe da garota, Adalgisa Soares Alves, 43, contou ao Jornal Pequeno que o médico de sua filha recomendou que a família adquirisse um ar-condicionado porque Graziely tem alergia a poeira, que é levada até a jovem por meio do ventilador, que fica ligado por conta do calor. Além desse material, ela também precisa do colchão pneumático, que é vendido somente pela internet, uma vez que não existe nas lojas da região metropolitana de São Luís.

De acordo com Adalgisa, esse colchão especial estaria custando entre R$ 800 a R$ 1 mil. Outro item essencial para a jovem, mas que não existe na residência da família, no Residencial Nova Terra (município de São José de Ribamar), é a almofada de gel quadrada, que totalizam em seis unidades, e uma válvula para o cilindro de oxigênio, pois o que Graziely utiliza está com vazamento, o que pode ter consequências graves para a portadora da hidrocefalia, como, por exemplo, pneumonia, que atacou a jovem no ano passado.

Adalgisa disse que o orçamento da casa não cobre todas essas despesas, tendo em vista que sua filha recebe o benefício da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pois ela possui a hidrocefalia gigante. O companheiro dela, o porteiro Marco Aurélio, que é padrasto de Graziely, recebe um salário que é pequeno para a compra de todos esses materiais que a jovem precisa para sua sobrevivência.

O cotidiano dela é muito delicado, pois a garota é vigiada o tempo todo, para que nada de ruim aconteça e coloque em risco sua vida. Até mesmo nas refeições, Graziely recebe cuidados especiais, uma vez que ela possui dificuldades para engolir os alimentos, sobretudo porque a jovem não consegue se movimentar sozinha e não enxerga.

Por outro lado, a audição dela é normal. Dessa forma, Adalgisa pede, humildemente, que as pessoas ajudem sua filha com as doações, para que ela complete mais aniversários e possa estar presente com amigos e familiares, que nunca a abandonaram. A mãe de Graziely disponibilizou as seguintes contas bancárias para quem se compadecer e doar qualquer valor em dinheiro:

Caixa Econômica Federal (agência: 1649; conta poupança: 46097-8; operação: 013; titular: Adalgisa Soares Alves)

Banco do Brasil (agência: 5675-8; conta-corrente: 8237-6; titular: Graziely Alves Régis)

Banco Bradesco (agência: 2121-0; conta-poupança: 2501684-0; titular: Adalgisa Soares Alves)

Mas, para quem desejar entregar as doações pessoalmente, o endereço da família é Travessa 46, Quadra 46A, casa 20A, Residencial Nova Terra. O WhatsApp de Adalgisa é o seguinte:
98221-7576.

A DOENÇA
Graziely nasceu no Hospital Materno Infantil, em São Luís, sendo que os médicos teriam detectado alguma anormalidade somente no oitavo mês de gestação. Mas, somente dois dias após ter dado à luz, a genitora descobriu que a filha possuía a hidrocefalia gigante – que teria sido adquirida depois de Adalgisa ter contraído rubéola durante a gravidez –, pois a equipe médica e seus familiares evitavam comentar sobre o fato.

Ela confessou que, naquele momento, “foi um choque”, mas, momentos depois, esse impacto psicológico já havia passado e sua filha era amada como deveria ser. Adalgisa recordou uma situação em que um neurocirurgião, após quinze dias do nascimento da filha, concluiu que a garota viveria no máximo até três meses.

Contudo, Graziely, superando essa estimativa, está completando hoje 25 anos, sendo adorada por suas duas irmãs, de 19 e 21, e por seus dois sobrinhos. Nesse intervalo, Graziely já foi levada três
vezes a São Paulo, sendo que as viagens sempre tiveram relação com a doença. A família, há sete meses, morava em uma casa alugada no Jardim São Cristóvão, às margens da Avenida Lourenço Vieira da Silva. Hoje, Adalgisa, o marido e a filha habitam o Residencial Nova Terra, em São José de Ribamar, em uma casa própria, a partir do programa federal “Minha Casa, Minha Vida”, que foi adaptada para receber a jovem portadora da hidrocefalia.

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