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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Jogo político atrapalha avanços urbanísticos

Para arquiteto maranhense, Plano Diretor da cidade está muito defasado em relação às necessidades do mercado

Militão Gomes: Defender a horizontalização da cidade é apostar na expansão das fragilidades do município e no adiamento dos problemas (Foto: Francisco Silva).

A visão de um arquiteto condenaria as últimas tentativas de planejamento urbano realizadas em São Luís. A politização de uma área que deveria ser eminentemente técnica inviabiliza os avanços necessários para a cidade. Essa é a opinião de muitos arquitetos que atuam na capital maranhense.

“Voltamos à estaca zero e isso nos deixa muito preocupados”, reclama o arquiteto Militão Gomes, fundador da Militão Gomes Arquitetura e Design, ao se referir às ultimas audiência públicas e ações do conselho responsável por elaborar o novo Plano Diretor, realizadas em abril e maio deste ano. “O novo conselho está muito politizado e a prioridade não é o desenvolvimento da cidade, mas sim os interesses particulares”, lamenta.

Segundo o especialista, o Plano Diretor está muito defasado em relação às necessidades do mercado e da própria cidade. Gomes critica o tempo longo (12 anos) em que mudanças urbanas significativas não receberam o devido acompanhamento.

Quando se fala dos avanços da estrutura da capital maranhense, os progressos foram praticamente nulos. Houve até a tentativa de avançar para um novo planejamento urbano. Mas o resultado, até agora, tem sido nulo, na opinião do arquiteto. “Faltaram duas audiências públicas para ser concluído”, lamenta Gomes. “O processo acabou sendo interrompido por ausência de uma boa gestão da administração municipal”.

Na opinião de Gomes, a situação de São Luís é peculiar e assim deve ser tratada. Por ser uma cidade com poucos recursos básicos em infraestrutura, limpeza, água e esgotos, a principal solução para tentar amenizar essa falta é a verticalização. Essa tendência faz com o que ocorra a concentração dos problemas para que apareçam enfim as soluções — e não o contrário do que etá sendo feito. Defender a horizontalização da cidade é apostar na expansão das fragilidades do município e no adiamento dos problemas.

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