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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Procedimento de extração de DNA é mostrado durante aula no IGF

A aula prática integrou o módulo de Genética Forense, ministrado pela professora e perita criminal Christhiane Cutrim, que é diretora do IGF

A diretora do IGF transmitindo conteúdo à turma da Especialização (Foto: Infor/MA)

Este fim de semana foi um momento especial para os alunos da pós-graduação em Perícia Criminal, do Instituto Nacional de Perícias e Ciências Forenses (Infor/MA). Os matriculados tiveram acesso ao Instituto de Genética Forense (IGF), que fica no Centro Histórico de São Luís, em frente ao Jornal Pequeno. Lá, foi mostrado o procedimento de extração do DNA e as etapas subsequentes.

A aula prática integrou o módulo de Genética Forense, ministrado pela professora e perita criminal Christhiane Cutrim, que é diretora do IGF. Os alunos ficaram entusiasmados porque, para muitos, termos como nucleotídeos, DNA mitocondrial, cromossomos autossômicos, ácido desoxirribonucleico, microssatélites, homozigoto e genotipagem ainda eram desconhecidos ou vagamente esclarecidos.

A perita criminal mostrou aos alunos as etapas referentes ao exame do DNA em casos de crimes, em que se pretende descobrir a autoria de um delito ou a exclusão de um suspeito. Bem como a descoberta da identidade de uma pessoa encontrada morta em um determinado local. Desse modo, Christhiane falou sobre a análise da requisição, conferência do material, registro fotográfico do material, descrição do material, coleta do material, extração do DNA, quantificação do DNA, amplificação do DNA, genotipagem, análise dos resultados, análise estatística e elaboração do laudo pericial.

Cutrim também discorreu acerca da coleta de amostras questionadas e de amostras de referência. Em cada sala do Instituto de Genética Forense, situado na Rua Afonso Pena, os matriculados na pós-graduação aprenderam as técnicas utilizadas para cada etapa. Por exemplo, verificaram como o DNA é retirado do núcleo celular e os restos celulares são eliminados, de tal modo que o DNA é purificado, para garantir sua integridade e qualidade, uma vez que tudo será analisado minuciosamente pelos peritos criminais.

Trajando jalecos, luvas e máscaras de proteção, os alunos percorreram cada recinto do IGF e conheceram os nomes de cada equipamento, assim como as técnicas. Cabe ressaltar que, embora tenha sido inaugurado há pouco tempo, em comparação com os demais institutos do Brasil, o Instituto de Genética Forense do Maranhão é, atualmente, uma referência para os outros, liderando em todos os quesitos, sendo que é frequentemente visitado por universitários de várias instituições, públicas e privadas, e até por turistas.

Também é importante frisar que o Infor/MA está com inscrições abertas para a nova turma da Especialização em Perícia Criminal, com previsão para início ainda neste ano. A sede do Infor fica na Rua do Outeiro, Edifício Orlando Araújo, por trás do Hospital Português, na região central de São Luís, sendo que os contatos são (98) 98154-1094 (Marco Simões) e (98) 98848-3170 (Tânia Lígia).

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