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Hospital Aldenora Bello deixa de oferecer serviços por falta de recursos em São Luís

Deixam de ser oferecidos os serviços de Pronto Atendimento, Atendimento Domiciliar e o Tratamento da Dor e Cuidados Paliativos

Foto: Reprodução

O Hospital do Câncer Aldenora Bello, mantido pela fundação Antônio Jorge Dino, informou que deixará de oferecer alguns serviços por falta de recursos.

Na última semana, a Fundação encaminhou ofício ao Governo do Estado, Prefeitura de São Luís, Assembleia Legislativa e Ministério Público informando que a partir do dia 12 de agosto o Serviço de Pronto Atendimento (SPA), o Atendimento Domiciliar e o Tratamento da Dor e Cuidados Paliativos deixam de ser oferecidos à população.

A Fundação diz que não tem como arcar com a manutenção desse atendimento e que um convênio que bancava seu funcionamento foi encerrado em 2010, sem nunca mais ter sido renovado.

Além disso, diz a entidade que foi “obrigada a desativar nove leitos de internação oncopediátrica para atender exigência do Ministério da Saúde, a fim de construir uma UTI Pediátrica com 5 leitos”.

“Diante dessa situação, que se arrasta há 8 anos, e para não inviabilizar as principais atividades da unidade hospitalar desta Fundação, no tratamento de pacientes portadores de câncer, vê-se na contingência de suspender os serviços acima mencionados, o que está programado para ser feito a partir do dia 12 de agosto de 2018”, afirma no ofício o vice diretor do hospital, Antônio Dino Tavares.

A Fundação reforçou também que o Hospital do Câncer Aldenora Bello continuará a prestar os demais serviços médico-hospitalares de tratamento do câncer, como já o faz há décadas.

Além dos serviços “perdidos” sem o convênio, a Fundação também afirma que está impossibilitada de colocar em funcionamento a UTI Pediátrica exigida pelo Ministério da Saúde, que está em fase final de construção.

“Além desses fatos, esta Fundação viu-se obrigada a desativar nove leitos de internação oncopediátrica para atender exigência do Ministério da Saúde, a fim de construir uma UTI Pediátrica com 5 leitos, o que é deficitário. A quantidade mínima para otimização dos custos é de dez leitos. A construção foi garantida com recursos do Instituto Ronald Mc Donald. Os equipamentos foram adquiridos em licitação pública com recursos de emenda parlamentar estadual. A operação dessa UTI Pediátrica traria um déficit adicional de R$ 346.907,00, por isso, completaremos a construção mas não vamos conseguir pô-la em funcionamento”, destacou Antônio Dino Tavares.

O que diz o Governo

Em nota encaminhada à redação do JPOnline, o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES), afirmou que antes mesmo do ofício ser encaminhado já tinha iniciado as tratativas com a Fundação Antônio Jorge Dino para evitar a suspensão dos serviços e que está trabalhando para regularizar e melhorar os serviços prestados pelo Hospital.

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