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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Polícia prende casal acusado de integrar grupo que clonava WhatsApp de políticos em São Luís

Os suspeitos, conforme as investigações, clonaram os aparelhos da governadora do Paraná, Maria Aparecida Borghetti, além de vários deputados federais, estaduais e ministros de Estado

Foto: Reprodução

Uma operação da Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), resultou na prisão de mais duas pessoas suspeitas de integrarem a quadrilha que aplicava golpes por meio da clonagem do WhatsApp de ministros, governadores, deputados e outros políticos em todo o Brasil. O grupo começou a ser desarticulado na terça-feira (17), por meio da “Operação Fraud”, desencadeada no Maranhão, no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em São Luís, foi preso o líder do bando, Leonel Silva Pires Júnior, de 30 anos.

A operação realizada ontem foi uma continuação da “Fraud”, deflagrada na terça-feira. Nesta quarta-feira (18), os investigadores da Seic prenderam o casal Erick Raphael dos Reis Teixeira e Ivanilde Nogueira Amaral, que são marido e mulher; eles tinham como atribuição dentro da quadrilha cooptar as pessoas que emprestariam suas contas bancárias para os depósitos das vítimas.

Foragidos desde a terça-feira, quando conseguiram escapar das incursões policiais, eles foram localizados no povoado Água Limpa, na zona rural do município de São Vicente de Férrer. A prisão do casal, conforme os investigadores, se deu em cumprimento a mandados de prisão preventiva, decretados pela Justiça estadual e federal.

“OPERAÇÃO FRAUD”

A operação desencadeada na terça-feira (17) teve como objetivo desarticular uma quadrilha especializada em clonar linhas de telefone móveis, por meio do aplicativo WhatsApp, e teve como vítimas autoridades dos poderes Legislativo e Executivo. O bando clonava as linhas telefônicas e solicitava empréstimos perante os contatos do titular.

Os suspeitos, conforme as investigações, clonaram os aparelhos da governadora do Paraná, Maria Aparecida Borghetti, além de vários deputados federais, estaduais e ministros de Estado. Foi informado que a organização criminosa aliciava laranjas para abrir contas e receber as transferências bancárias da lista de contatos das vítimas.

Para aplicar o golpe, os golpistas se passavam pelas autoridades, alegando que tinham seu limite de transferência bancário excedido e solicitavam que a pessoa da lista de contatos fizesse uma transferência complementar para uma conta dada pelo falsário. Em alguns casos os golpistas encaminhavam boletos a serem pagos pelas vítimas, que acreditavam estar fazendo um favor para os mesmos.

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