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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Acumular dívidas pode causar ansiedade e depressão, diz especialista

A preocupação constante com dívidas a serem pagas pode abalar a autoestima e causar tristeza, desânimo e até mesmo depressão

(Foto: Divulgação)

A preocupação constante com dívidas a serem pagas pode abalar a autoestima e causar tristeza, desânimo e até mesmo depressão. O psicanalista, escritor e coach Anderson Carlos explica que existe relação muito próxima entre preocupação com as finanças e problemas emocionais. “Qualquer perda significativa faz com que a pessoa passe pelo mesmo sofrimento do luto pela morte de uma pessoa querida”, explica o especialista.

Dados do SPC Brasil mostram que a quantidade de pessoas que conseguiram sair do vermelho aumentou no Brasil. No mês de abril houve um crescimento de 3% no acumulado dos últimos 12 meses de pessoas que conseguiram recuperar o crédito. Essa é a maior alta registrada desde outubro de 2015.

Apesar dos números, a economista-chefe do SPC, Marcela Kawauti, lembra que o País tem 40,72% da população com o nome sujo. “Temos um cenário político instável, com muitas indefinições com relação às eleições presidenciais”, avalia Marcela. Outro problema são as taxas de desemprego elevadas, o que interfere diretamente no número de pessoas que precisam cortar gastos.

Anderson Carlos explica que a pessoa que sente os problemas financeiros atingindo sua vida emocional devem procurar acompanhamento profissional para conseguir administrar melhor os sentimentos. “O certo é manter-se calmo e frio para tomar decisões, mas uma pessoa sem preparo não vai conseguir. Nem mesmo a família não dar o suporte emocional que essa pessoa precisa. Dizer para levantar a cabeça faz piorar a situação. Por isso, a ajuda do profissional é tão importante”, afirma o psicanalista.

Estou endividado, e agora?

Especialistas e instituições de proteção ao consumidor apontam que a melhor forma de equilibrar as contas é diminuir gastos e colocar as contas mensais na ponta do lápis. Além disso, outras atitudes podem ser tomadas:

Não pague com cartão de crédito – Jogar as despesas para o próximo mês, quando não há perspectiva de melhorar a renda, só agravará o problema. Lembre-se que os juros do cartão de crédito estão entre os maiores do mercado.

Financiamentos – Se realmente for necessário, procure as menores taxas de juros. Em determinadas ocasiões é mais interessante pagar uma conta maior com o dinheiro adquirido com juro menor, como o crédito consignado, por exemplo. Servidores públicos do Estado do Maranhão podem procurar a central Use Mais para aconselhamento financeiro e informações sobre esta modalidade. A Neoconsig é responsável pela gestão do consignado no Estado.

Pratique a avareza – Faça economias pequenas no dia a dia, dispensando o cafezinho na padaria, o pão de queijo na esquina e a pizza do fim de semana.

Economia com transporte – Em alguns momentos será mais barato deixar o carro e sair de casa a pé ou de transporte público.

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