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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Os destaques de Bolsonaro no Roda Viva

Candidato à Presidência pelo PSL foi o entrevistado da semana do programa

Bolsonaro quer ficar conhecido como o presidente que mudou o país para uma economia liberal (Foto: Reprodução)

O candidato do PSL à Presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro, foi o entrevistado do programa Roda Viva da TV Cultura, nesta segunda-feira (30). Durante o debate, o deputado atacou o regime de cotas nas universidades e defendeu a ditadura militar. O parlamentar é líder nas pesquisas eleitorais nos cenários sem o ex-presidente Lula na disputa.

“Por que essa política de nos dividir no Brasil?”, questionou o candidato sobre cotas a alunos negros e de baixa renda nas universidades. “É questão de mérito, de competência. O negro não é melhor do que eu e eu não sou melhor do que o negro”, explicou. Bolsonaro diz que não pode dizer que vai terminar com essa política, porque tal decisão dependeria do Congresso, mas que poderia propor a diminuição do percentual.

O candidato do PSL defendeu ainda a atuação do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do DOI-Codi, um dos principais centros de tortura durante a ditadura. “Não houve golpe militar em 1964. Quem declarou vago o cargo do presidente na época foi o Parlamento. Era a regra em vigor”, disse Bolsonaro. “Abominamos a tortura, mas naquele momento vivíamos na guerra fria”, justificou.

O presidenciável também discutiu durante a sabatina sobre os caminhos para combater o desemprego na área rural. Para ele, um caminho para estimular as vagas no agronegócio seria uma versão diferente da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que não previsse folgas remuneradas com a mesma frequência da área urbana.

“Acho que, no campo, a CLT tinha que ser diferente. O homem do campo não pode parar no carnaval, sábado, domingo e feriado. A planta ali vai estragar, ele tem que colher. E fica oneroso demais o homem do campo observar essas folhas nessas datas, como existe na área urbana”, explicou. A fala se insere no contexto de declarações recentes do deputado, com uma visão liberal sobre as políticas de trabalho e emprego.

Bolsonaro disse que o sentimento que tem nas ruas é que tem até mais votos que o ex-presidente Lula. “É uma realidade. É uma aceitação enorme para com meu nome”, disse. O deputado também elogiou o presidente norte-americano Donald Trump, que, para ele, faz um governo excelente. E disse que sofre aqui a perseguição que o presidente dos Estados Unidos também sofreu.

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