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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Mais de 6 mil pessoas prestigiaram circuito Barreirinhas do 10º. Lençóis Jazz e Blues Festival

Evento continua este fim de semana, em São Luís

Vocalista da Tribo de Jah, Fauzi Beydoun era uma das atrações mais aguardadas do circuito Barreirinhas do 10º. Lençóis Jazz e Blues Festival. (Foto: Fernanda Torres)

Os números do 10º. Lençóis Jazz e Blues Festival impressionam: nos três dias do evento, mais de 600 pessoas visitaram a exposição fotográfica, celebrando a marca de 10 edições, retratando um amplo leque de artistas que se apresentaram no festival – entre eles o recém-falecido JJ Jackson. 140 estudantes participaram das duas oficinas ministradas em Barreirinhas. E mais de 6 mil pessoas prestigiaram as três noites de apresentações musicais no palco armado na Av. Beira-Rio.

A última noite do circuito Barreirinhas reservou ao público três shows distintos entre si, cada qual chamando a atenção por diversos aspectos.

O primeiro, de Juarez Moreira, reconhecido como um dos mais talentosos violonistas e guitarristas do Brasil, apresentou um passeio por diversos gêneros, incluindo novos arranjos para releituras de “Here, there and everywhere” (Lennon/ McCartney) e “Blackbird” (Lennon/McCartney), do repertório dos Beatles, ou para “Chega de saudade”, clássico dos clássicos bossa-novista, da dupla Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

Acompanhado por Kiko Mitre (contrabaixo) e Gabriel Bruce (bateria), Juarez Moreira (violão e guitarra) apresentou ainda um repertório autoral que passeou por “Choro para Piazzolla” e “Baião barroco”, com que encerrou sua apresentação.

Visivelmente emocionado, Tutuca Viana, idealizador e produtor do Lençóis Jazz e Blues Festival, cumprindo também o papel de mestre de cerimônias, destacava a marca de 10 edições alcançadas e revelou como conheceu Silvana Agla, segunda atração da última noite do evento. “Eu estava em um shopping center quando a música na praça de alimentação me chamou a atenção. Eu acabei não conseguindo sair antes de o show terminar, tomei uns 14 chopes e queria saber como trazer aquele talento para cá”, disse, referindo-se à cantora e violoncelista.

Ela subiu ao palco acompanhada de Kiko Chaves (violão e guitarra) e Vitor Camelo (teclado) para um show impressionante, pela diversidade do repertório, abarcando diversos gêneros, nacionalidades e línguas, e pelo inusitado dos arranjos, tendo o violoncelo por protagonista.

Abriu com “Corcovado” (Tom Jobim) para demarcar de onde vinha, passou pelo tema de A noviça rebelde (em inglês), “Água de beber” (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes), “La vie em rose” (Edith Piaf/ Louiguy/ Mac Davis), clássico do repertório de Edith Piaf, lembrando os tempos em que morou na França, “Killing me softly” (Norman Gimbel/ Charles Fox), sucesso de Roberta Flack, com que lembrou a adolescência em Belo Horizonte, “Stand by me” (Mike Stoller/ Jerry Leiber/ Ben E. King), “Feira de mangaio” (Sivuca/ Glorinha Gadelha), que ofereceu a George, dono do instrumento em que ela tocou, que estava na plateia, “Ticket to ride” (Lennon/ McCartney) e “Barato total” (Gilberto Gil), sucesso de Gal Costa.

“?Lençóis é um paraíso sobre a terra, é o chacra da terra. Este festival muito importante, o carinho que a gente recebe do público é muito gratificante. O Brasil é grande e o que importa é sua beleza, a natureza, a beleza das pessoas e sua arte que é tão rica”, declarou agradecendo.

A dj Vanessa Serra, a exemplo das duas noites anteriores, não deixava a peteca cair. Nos intervalos mantinha o público atento, preparando o terreno para a próxima atração, feeling recompensado com muitos pedidos de selfies, sempre gentilmente atendidos, e de músicas. Não foram poucos os que se dirigiram até ela para elogiar-lhe as sequências.

Vocalista da Tribo de Jah, Fauzi Beydoun era uma das atrações mais aguardadas do circuito Barreirinhas do 10º. Lençóis Jazz e Blues Festival. Subiu ao palco agradecendo: “?É um privilégio estar aqui. Este festival é muito importante para o Maranhão e para o Brasil, e para mim é superimportante estar aqui com vocês hoje”.

O cantor lembrou os mais de 30 anos à frente da Tribo de Jah ao comentar este novo projeto solo, dedicado a blues, soul music e bossa nova. “O cara tá ficando velho, mas sempre é tempo de começar”, gracejou.

Fauzi Beydoun subiu ao palco acompanhado por Marcelo Rebelo (teclado), Bruno Pessoa (guitarra), Simplício Simpleman (guitarra) e Moisés Mota (bateria).

Mas uma vez regueiro, sempre regueiro: o ritmo jamaicano não poderia ficar de fora de um show seu. Assim foi, por exemplo, com sua releitura para os clássicos “What a wonderful world”, de Louis Armstrong, e “Azul da cor do mar”, de Tim Maia, que agradou a gregos e troianos.

Passeou por versões, como o blues “Help me trough the day”, de Fred King, que virou “Ajude-me ao longo do dia”, e a já conhecida “Foi uma onda que passou e eu não dropei”, de “Santeria”, do Sublime.

O fã clube da Tribo de Jah pediu e foi atendido: do repertório da banda, Fauzi cantou “Garota dreadlock”, “Babilônia em chamas” e “Regueiros guerreiros”, que todo mundo cantou junto. Um final apoteótico.

O 10º. Lençóis Jazz e Blues Festival continua este fim de semana (sexta, 17, e sábado, 18), na Concha Acústica Reinaldo Faray (Lagoa da Jansen). Entre as atrações escaladas para o circuito São Luís estão Ed Motta, Gabriel Grossi, Hamilton de Holanda e João Donato. A programação completa pode ser acessada no site http://www.lencoisjazzeblues.com.br.

Toda a programação é gratuita.

O 10º. Lençóis Jazz e Blues Festival tem patrocínio da Companhia Energética do Maranhão (Cemar), através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão, e do Banco do Nordeste e Potiguar, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

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