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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Presidenciáveis definem estratégias para propagandas na TV e rádio

Dados divulgados pelo TSE mostram grande diferença no tempo de exposição

Os pré-candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) - Arquivo O GLOBO

A uma semana do início do horário eleitoral gratuito, a preparação dos principais candidatos à Presidência para os programas em rádio e TV revela o quanto o tempo nos programas vai ditar a estratégia para alcançar o eleitor. Ao mesmo tempo em que avaliam a melhor forma para apresentar propostas, os candidatos se concentram para tentar diminuir o potencial de crescimento dos adversários nas pesquisas de intenções de voto.

Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram grande diferença do tempo de exposição. Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas no cenário sem o nome do ex-presidente Lula, terá direito a 11 inserções em 35 dias de campanha, enquanto o tucano Geraldo Alckmin, quarto colocado nas sondagens sem Lula, terá, no mesmo período, direito a 434 inserções. Do PDT, Ciro Gomes contará com 51 programas de 30 segundos até o fim da campanha. Já Marina Silva (Rede) contará com 29 inserções.

Com o maior tempo, a campanha de Alckmin estuda qual a melhor forma para roubar votos de Jair Bolsonaro usando a TV. Já a campanha de Bolsonaro vai usar o tempo para chamar eleitores para a internet. Será pelas redes que ele responderá também às críticas.

O programa de TV de Lula e Haddad deverá usar vídeos de internet feitos por apoiadores e imagens que têm sido captadas por uma equipe de cinegrafistas que o acompanha nas agendas.

Com pouco tempo à disposição, Marina pretende usar o horário eleitoral para reforçar a identificação do seu discurso ambientalista com o de seu vice, Eduardo Jorge. Ciro Gomes, preocupado com as críticas a respeito de seu temperamento, pretende evitar no rádio e na TV ataques aos adversários.

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