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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Seic já cumpriu 59 mandados contra assaltantes de banco em 2018

Nesse período, a Seic também desarticulou quatro quadrilhas e apreendeu 22 armas de fogo, incluindo cinco fuzis

O delegado Víctor Machado forneceu detalhes do balanço ao Jornal Pequeno. (Foto: Gilson Ferreira)

De janeiro até os primeiros dias de setembro deste ano, a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) já cumpriu 59 mandados de prisão contra pessoas investigadas por assaltos a bancos em todo o Maranhão. Nesse período, o órgão da Polícia Civil também desarticulou quatro quadrilhas e apreendeu 22 armas de fogo, incluindo cinco fuzis, segundo dados comentados pelo Departamento de Combate a Roubos a Instituições Financeiras (Dcrif).

Entrevistado pela reportagem do Jornal Pequeno, o delegado Víctor Machado, que está respondendo interinamente como titular do Dcrif, disse que, no referido período deste ano, a Seic já instaurou 17 inquéritos policiais referentes a ataques a instituições financeiras, com bons resultados em termos de prisões e apreensão de materiais ilícitos. De janeiro até o início de setembro, 10 pessoas já foram indiciadas, em um total de 43 capturados. Destes, 18 foram encontrados ainda em situação de flagrância.

No total, assinalou Machado, foram 59 mandados de prisão cumpridos pela Seic. Bem como as equipes cumpriram 4 mandados de busca e apreensão, desbaratando quatro associações criminosas, que possuem vínculos ou não com facções criminosas, pois algumas quadrilhas atuam de forma independente. O Dcrif, com o apoio de outros setores da superintendência, também apreendeu armas de fogo, como 5 pistolas, 8 espingardas, 1 escopeta, 5 fuzis, 2 revólveres e uma metralhadora .50.

Esta metralhadora, que é capaz de derrubar helicóptero, foi encontrada em maio deste ano após a prisão de Clauton Barbosa Gonçalves, o “Gato” ou “Seco”, considerado um dos maiores assaltantes de carro-forte do Norte-Nordeste. Como o delegado Machado citou na entrevista, a Seic também recolheu, durante o ano, 6 bananas de dinamite e apreendeu uma quantia em dinheiro no valor de R$ 68.200 mil. Assim como realizou a apreensão de oito carros, cinco motocicletas e um quadriciclo.

Explosões bancárias e outros casos: neste ano, já aconteceram seis explosões bancárias no Maranhão, sendo três somente em janeiro, uma em fevereiro, outra em agosto e a última neste mês, em São Luís Gonzaga. Além disto, já ocorreu um roubo sem explosivos, onze furtos sem explosivos, três “sapatinhos” (quando uma pessoa que sacou dinheiro no banco é atacada do lado de fora), uma ação com maçarico e quatro ataques a carro-forte.

Em todo o ano de 2017, segundo o delegado, aconteceram doze explosões bancárias, seis roubos sem explosivos, onze furtos sem explosivos, dois casos de “sapatinho”, onze ações com maçarico e apenas um ataque a carro-forte. De acordo com a fonte, desde março de 2016, o Maranhão não está sendo palco de uma modalidade de assalto a banco conhecida como “vapor” ou “vapor noturno”, que também atende pelo nome de “novo cangaço”.

Nesta modalidade, os criminosos praticamente fecham uma quadra de bairro e usam armamento pesado, sendo que atiram para o alto, metralham delegacias e fogem em vários carros e motocicletas, levando reféns em capô de veículos. Machado sustenta que a forte atuação de investigação da Seic, com o apoio de outras unidades, inibiu, de certa forma, esses “cangaceiros”, que continuam atuando em outros estados, como Piauí, por exemplo.

Novas quadrilhas: o delegado mencionou que, neste ano, novas quadrilhas de assaltantes de banco surgiram no Maranhão, sendo que, anteriormente, a maioria dos criminosos já era conhecida da Seic porque sempre reincidia no crime. Em 2018, bandidos de outros “ramos”, como receptação e roubo de gado, por exemplo, passaram a atacar instituições financeiras, o que, em muitas ocasiões, gerou certo “amadorismo” nos delitos, como aconteceu em São Luís Gonzaga recentemente, quando o Banco do Brasil foi explodido e deixou a agência praticamente destruída.

Naquela ocasião, que aconteceu no dia 6 de setembro, os criminosos não conseguiram levar o dinheiro do cofre porque a laje do prédio desabou sobre o equipamento. Uma quadrilha “profissional” conseguiria deixar a laje com apenas poucas rachaduras e, consequentemente, furtaria toda a grana.

Furto de explosivos e “modus operandi”: à reportagem, o delegado disse que os bandidos conseguem os explosivos em pedreiras, que, na maioria das vezes, possuem segurança precária, o que facilita a ação dos criminosos, que conseguem levar até 400kg de dinamite. Após a subtração das bombas, os suspeitos cooptam alguém de uma cidade para fazer o levantamento da rotina de uma agência bancária, como data de abastecimento dos caixas eletrônicos e troca de turno de vigilantes.

Geralmente, esclareceu Machado, essa pessoa entra na agência como cliente, mas sua intenção é apenas observar cada detalhe, que será repassado aos demais integrantes da quadrilha. Com as informações disponíveis, os bandidos, então, planejam a data do ataque ao banco, sempre com a pretensão de levar a maior quantidade de dinheiro possível.

 

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