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Levantamento do JP indica os prováveis deputados estaduais e federais que serão eleitos

O Jornal Pequeno publica a seguir, com exclusividade, segundo levantamento próprio, as previsões para a eleição de deputados estaduais e federais pelo Maranhão

Othelino Neto (PCdoB) deve ser um dos campeões de votos para deputado estadual; para federal, Rubens Júnior, também do PCdoB, deve ser reeleito

 

 

 

O Jornal Pequeno publica a seguir, com exclusividade, segundo levantamento próprio, as previsões para a eleição de deputados estaduais e federais pelo Maranhão. Veja os nomes dos prováveis eleitos no próximo domingo (7):

PREVISÕES PARA A ELEIÇÃO DE DEPUTADO ESTADUAL

Das eleições, analistas apontam tendência para que as vagas sejam distribuídas da seguinte forma, após as eleições de 7 de outubro.

Além desses partidos e coligações, disputam cadeiras na Assembleia Legislativa, mas sem muita chance de obter alguma vaga, as coligações Para Fazer um Maranhão Melhor (Rede – Podemos – Democracia Cristã), Juntos pelo Maranhão 2 (PMN-PHS) e Vamos Sem Medo de Murad o Maranhão (PSOL-PCB), além do PSTU e PCO, que disputarão sozinhos. Desse grupo, o candidato de maior expressão é o ex-deputado Lourival Mendes, que está no PMN, mas que não deve se eleger e sequer ficará na suplência porque sua coligação deve ter baixa votação. Do arco partidário que se coligou para apoiar a reeleição do governador Flávio Dino devem ser eleitos 31 deputados, nas três coligações proporcionais formadas, além do PT. Mas o governador também conta com aliados em outras legendas que não integram a sua coligação, mas que, eleitos, devem compor a base de sustentação do novo governo na Assembleia.

Vamos aos nomes mais prováveis em cada coligação ou partido.

CHAPÃO DE FLÁVIO DINO
No chapão de Flávio Dino, que reúne nove siglas – PCdoB, PDT, PSB, PR, DEM, PRB, PP, PTC e Avante –, devem ser eleitos 24 deputados estaduais, havendo chance ainda de ser conquistada a 25ª vaga, a depender do desempenho dos seus principais candidatos. Nessa coligação há um time de seis candidatos que deve sair campeão de votos, liderado por Detinha (PR); do atual presidente da Assembleia, Othelino Neto (PCdoB); do ex-presidente da Assembleia e ex-chefe da Casa Civil Marcelo Tavares (PSB); Glaubert Cutrim (PDT), Professor Marco Aurélio (PCdoB), e da viúva do ex-presidente Humberto Coutinho, Cleide Coutinho (PDT). Com votação entre 50 a 80 mil votos, esse time tem vaga mais que garantida na próxima legislatura.

Há um segundo time que deve ficar entre 40 a 50 mil votos, mas que também tem vaga certa na Assembleia, começando por Andreia Rezende, mulher do deputado Stênio Rezende; Antônio Pereira, Carlinhos Florêncio, Zé Gentil, pai do prefeito Fábio Gentil; Fábio Macedo, Neto Evangelista, Rafael Leitoa, Thaíza Hortegal, mulher do prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio; Edson Araújo e Rogério Cafeteira.

As oito vagas remanescentes serão disputadas por um grupo maior, dos candidatos que buscam alcançar 40 mil votos, número que é consenso entre todos a garantir eleição. Nesse grupo, competem com mais força Ana do Gás, Vinicius Louro, o deputado e pai do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda e Francisca Primo, que estão quase garantidos. E ficariam com últimas quatro vagas: Ciro Neto, que é filho do prefeito de Presidente Dutra e deve ser uma grande surpresa dessas eleições; o ex-secretário de agricultura Marcio Honaiser, Ricardo Rios e Daniella Tema, esposa de Cleomar Tema, presidente da Famem.

Mas se não confirmarem o anunciado desempenho, integrantes desse pelotão podem ser ultrapassados por Paulo Neto, Adelmo Soares, Raimundo Cutrim, Zito Rolim, Valéria Macedo, Júnior Verde e Hélio Soares. Quem também tinha condições de se reeleger era o deputado Hemetério Weba, mas na última terça-feira o TRE/MA indeferiu a sua candidatura e seus votos serão computados em separado, ficando a validade dos mesmos sujeita a posterior reversão pelo TSE. Há ainda um time de nomes fortes que devem ter expressiva votação, talvez superior a de muitos
deputados eleitos por outras coligações, mas que dificilmente disputarão as vagas da coligação. É o caso de Dr. Yglesio, Tratorzão, Belezinha, Sergio Frota, Jonas Magno. E mais afastados da disputa estão Manoel Ribeiro, Levi Pontes, Fernando Furtado e Odair José.

CHAPINHA 1 DE FLÁVIO DINO
A primeira chapinha da coligação do governador Flávio Dino, que reúne PTB, PPS, PPL e PROS, só deve eleger mesmo um deputado. E corre como favorito absoluto Marcos Caldas, que na eleição
passada acabou como suplente. Quem corre por fora, mas dificilmente alcança Caldas, é o Pastor Cavalcante, de Açailândia.

CHAPINHA 2 DE FLÁVIO DINO
Já a segunda chapinha da coligação do candidato à reeleição Flávio Dino reúne o Solidariedade e o Patriotas (antigo PEN). Com muitos candidatos que devem ultrapassar a barreira dos 20 mil votos, a coligação pode fazer quatro deputados. Sem dúvida alguma, o mais votado deverá ser Fábio Braga. Das outras três vagas, são favoritos e provavelmente se elegerão Fernando Pessoa, cunhado do prefeito de Barra do Corda, Eric Costa, e Jota Pinto, que nas eleições passadas terminou na suplência. A última vaga dessa coligação seria disputada por Sergio Vieira, de Açailândia; Rildo Amaral, vereador de Imperatriz; Toca Serra, Helena Duailibe. Nessa coligação, deve ficar de fora o atual deputado Cabo Campos e seu companheiro militar, o Coronel Pereira.

PT
O PT, que disputa as eleições proporcionais sem coligação, deve conquistar duas vagas. O deputado Zé Inácio tem sua reeleição garantida. E a segunda vaga provavelmente será do vereador Honorato Fernandes. A novidade para estas eleições é que os partidos e coligações que não atingirem o quociente eleitoral poderão disputar as sobras. É o caso do PSL, que, mesmo com uma chapa com apenas um nomes de relevo, pode fazer um deputado. O indeferimento da candidatura do ex-prefeito de Codó, Biné Figueiredo, poderia comprometer a sonhada vaga do PSL. Por
outro lado, abriu o caminho para a eleição do jovem Pará Figueiredo, filho do presidente do Tribunal.

CHAPA DE ROSEANA
Enfraquecida pela eminente derrota na eleição de governador, Roseana Sarney não conseguiu reunir muitos partidos em sua coligação e resolveram todos os partidos saírem em uma única coligação proporcional. E essa chapa deve fazer sete deputados. São considerados nomes certos na próxima legislatura, os atuais deputados Roberto Costa, Adriano Sarney, Rigo Teles, Cesar Pires, Leo Cunha e Arnaldo Melo. A sétima vaga deverá ser disputada por Andrea Murad, Soliney Silva, Socorro Waquim e Barbara Soeiro.

PSDB
Prejudicado pelo projeto de Roberto Rocha de se colocar na disputa pelo Palácio dos Leões, o PSDB acabou disputando as eleições de deputado estadual de forma isolada, sem conseguir formar uma coligação.

E só deverá fazer 1 deputado. A disputa é grande entre o atual deputado Wellington do Curso e o filho da deputada Graça Paz, Guilherme Paz, que é o favorito. A tendência é que a vaga fique com Paz. E Wellington do Curso que tinha sido eleito em 2014 com uma das mais baixas votações, deverá retomar seus negócios no ramo de cursinhos preparatórios.

PRTB
O PRTB também decidiu sair de forma isolada na disputa, sem se coligar. Mas o partido conseguiu montar uma excelente nominata de candidatos, e deve conquistar duas vagas na Assembleia em 2019. A primeira vaga deve ficar como Dr. Leonardo Sá. A segunda vaga será provavelmente de Betel Gomes, mulher do prefeito de Buriticupu, Zé Gomes. E correm por fora os vereadores de São Luís Marcial Lima, Ricardo Diniz, Dr. Gutemberg e Genival Alves, mas com poucas chances de tomarem a segunda vaga.

PSL
O PSL entrou na disputa com pelo menos uma vaga garantida. Mas o indeferimento da candidatura de Biné Figueiredo, por condenações por atos de improbidade administrativa, pode ser fatal para as pretensões do partido. Considerando que nestas eleições o partido poderá disputar as vagas que sobrarem da divisão mesmo sem atingirem o quociente eleitoral, o que é a grande novidade, o PSL ainda tem boas chances de fazer um deputado. E, nesse caso, o franco favorito é Pará Figueiredo, filho do presidente do Tribunal de Justiça, José Joaquim Figueiredo dos Anjos. E quem deve ficar na primeira suplência será Fábio Câmara. Caso o partido não consiga ficar com uma vaga na distribuição das sobras, essa cadeira deverá ser conquistada pelo Chapão de Flávio Dino, que faria 25 deputados.

PREVISÕES PARA A ELEIÇÃO DE DEPUTADO FEDERAL
A previsão de distribuição das vagas para a Câmara dos Deputados deve ficar assim:

Além desses partidos e coligações, disputam as eleições a coligação Juntos pelo Maranhão 1 (PSLPRTB), que tem chance de ‘roubar’ uma vaga. No caso, o chapão de Flávio Dino perderia a 6ª vaga,
que conseguiria na última sobra. E tem ainda uma coligação entre o PSOL e o PCB (Vamos sem medo de mudar o Maranhão), e o PCO e o PSTU, que disputam isolados, mas nenhum deles possui a remota chance de conquistar uma vaga.

Da coligação que apoia a reeleição do governador Flávio Dino devem ser eleitos 12 deputados, e as outras seis vagas distribuídas para a oposição, sendo quatro para a coligação de Roseana e duas para a coligação de Roberto Rocha, sendo uma para a chapinha de Eduardo Braide e outra para a chapa remanescente do Podemos com o PSDB. Vamos aos nomes mais prováveis em cada coligação ou partido.

CHAPÃO DE FLÁVIO DINO
A chapão de Flávio Dino reúne 11 partidos, PCdoB, PSB, PRB, DEM, PPS, PTB, Solidariedade, Avante, PTC, PPL e PROS. Pelos cálculos, conquista tranquilamente cinco vagas e disputa uma sobra, com chance grande de fazer a 6ª vaga. Despontam como praticamente eleitos, nas três primeiras vagas, Juscelino Filho, Cleber Verde e Rubens Pereira Júnior, coincidentemente os três candidatos à reeleição. As outras três vagas devem ser disputadas por cinco nomes fortes. Os favoritos seriam, na ordem: Pedro Lucas, Marcio Jerry, Simplício Araújo, Gastão Vieira e Bira do Pindaré. Mas também tem alguma chance de chegar entre os seis primeiros o Dr. Elizabeth Gonçalo, irmão do prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo.

Nessa coligação, a torcida dos demais é para que a coligação de Marcio Coutinho, Juntos pelo Maranhão 1 (PSL-PRTB), não tenha um desempenho bom. É que, como não há mais a cláusula de barreira que impedia coligações que não atingissem o quociente de disputar as sobras, essa coligação pode vir a disputar a última vaga na sobra. E nesse caso, o Chapão perderia a 6ª vaga, que iria para o próprio Marcio Coutinho.

Há ainda a chance da chapinha de Flávio Dino fazer apenas quatro deputados. Nesse caso, a vaga migraria para o chapão, que faria a 6ª vaga.

CHAPINHA DE FLÁVIO DINO
A chapinha de Flávio Dino está no diminutivo apenas no nome, por reunir apenas quatro partidos – PR, PDT, PP e Patriotas (antigo PEN). Mas a nominata apresenta candidaturas de peso e deve surpreender a todos fazendo cinco deputados.

Estariam eleitos, em qualquer cenário, Josimar Maranhãozinho, André Fufuca e Júnior Lourenço. A quarta e a quinta vagas ficariam com Julião Amim e Gil Cutrim. Mas a coligação pode perder a 5ª vaga, a depender do desempenho de Josimar e de Fufuca, ou de melhor desempenho de candidatos do chapão de Flávio Dino. Caso perca a 5ª vaga, esta vaga iria para o chapão de Flávio Dino ou para a coligação de Marcio Coutinho, que seria eleito.

PT
O PT deve fazer apenas um deputado. Se não tem forças para concorrer a uma segunda vaga, o risco é próximo de zero de não eleger um deputado. E a vaga, com certeza, é de Zé Carlos, que tem reeleição tranquila.

CHAPÃO DE ROSEANA
Sem muita força política pela eminente derrota na eleição de governador, Roseana Sarney não conseguiu  reunir muitos partidos em sua coligação. E preferiram sair todos os partidos unidos em uma única chapa proporcional, a coligação Maranhão Quer Mais 1. E essa chapa deve fazer quatro deputados, sendo três na média um na sobra (a 1ª ou a 2ª maior sobra). Nessa hipótese, seriam eleitos com tranquilidade Edilázio, Hildo Rocha e João Marcelo. A quarta vaga provavelmente iria para Victor Mendes, mas com a ameaça da incógnita Trinchão, que ninguém sabe como
será o desempenho fora da Secretaria de Fazenda, mas com uma campanha cara.

CHAPA DO PMN-PHS
O deputado Eduardo Braide, após permanecer como pré-candidato a governador até quase o início da campanha eleitoral, decidiu integrar a coligação do PSDB, de Roberto Rocha. Mas nas eleições proporcionais se juntou com Jorge Arturo, presidente do PHS, e montou uma chapa própria. Assim, evitou coligar com o PSDB. Com a sua nominata, deve eleger apenas um deputado, que será exatamente Eduardo Braide.

CHAPA DO PSDB-PODEMOS
O PSDB resolveu se coligar com o Podemos, de Aluísio Mendes, numa estratégia para tentar vitaminar a candidatura de Roberto Rocha. A estratégia, embora fosse excelente para o isolado Roberto Rocha, foi péssima para o ex-prefeito Sebastião Madeira e o atual deputado Waldir Maranhão. É que, se antes o PSDB tinha chances razoáveis de fazer 1 vaga, que seria sua, agora tem a chance de apenas 1 vaga na coligação, sendo o franco favorito o deputado Aluísio Mendes. Ou seja, para ajudar Roberto Rocha na candidatura, o PSDB poderá acabar perdendo a única vaga que lhe
caberia. Há ainda uma remota chance de a coligação disputar a última sobra com o chapão de Flávio Dino, que faria apenas cinco deputados, e com a coligação do PRTB de Márcio Coutinho, que ficaria sem vagas.

Mas, para isso, Madeira e Waldir deveriam conquistar bons resultados eleitorais, acima do esperado.

CHAPA DE MARCIO COUTINHO
Correndo por fora como grande azarão, tem a chapa montada por Marcio Coutinho. Homem forte do Grupo Lobão, Marcio conseguiu o PRTB para chamar de seu partido no Maranhão. Após ‘flertar’ com vários pré-candidatos a governador, acabou coligando com Maura Jorge. Mas a sua proposta era apenas garantir para si uma vaga na Câmara dos Deputados, herdando o espólio de Nice Lobão e se aproveitando do último ano de mandato do senador Edison Lobão.

O resultado do isolamento político que sofreu pode ser fatal e a coligação corre risco de não fazer nenhum deputado. Nesse caso, a vaga iria para o Chapão de Flávio Dino, que faria seis deputados, ou, em hipótese mais remota, para a coligação do PSDB, beneficiando o ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira ou Waldir Maranhão. Mas se a estratégia der certo, a coligação deverá fazer um deputado, pois disputa as sobras mesmo sem conseguir fazer o quociente. E provavelmente ganharia a última das vagas das sobras, que seria do próprio Marcio Coutinho.

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