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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Empresa aérea chilena de baixo custo inaugura voo para o Brasil

O presidente da Sky Airline, Holger Paulmann, informou que as tarifas partem a partir de US$50 por trecho

Arrume as malas, e vamos viajar! (Foto: Reprodução)

O presidente da empresa, Holger Paulmann, informou que as tarifas para o Rio e São Paulo partem do equivalente a US$50 por trecho. “Mas vamos buscar com o tempo a forma de poder seguir baixando o preço”, disse acrescentando que para Florianópolis como é o trajeto é mais curto o valor partirá de US$ 39 cada trecho. Entre as características da empresa aérea de baixo custo estão o espaço menor para bagagens de mão e entre as poltronas, além da não oferta de refeição.

Segundo o CEO da Sky Airline, a empresa pensa em uma primeira etapa tentar expandir o número de voos para o Brasil e, no próximo passo, definir outros destinos para aumentar a conectividade no Brasil. “Nosso avião, não creio que chegue até o Recife, mas poderia chegar a Salvador, a Porto Alegre e vários outros destinos. Em Florianópolis vamos avaliar se pode ser por todo o ano ou somente na temporada de verão”, informou, destacando que em termos de base tem em seus planos montar uma base no Peru para ser utilizado como hub [centro de conexões de voos] da empresa.

Outros destinos
De acordo com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro, a operação com a companhia de low cost é resultado de uma série de medidas que foram tomadas pelo ministério com a Secretaria Nacional de Aviação e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para uniformizar a regra aqui no Brasil já utilizada em outros países, entre elas, o custo de bagagem cobrada em separado ao passageiro. Antes, estava embutido na tarifa.

“Isso demonstra que essa ação do Ministério dos Transportes está correta para aumentar a concorrência. Com esse aumento de concorrência, essas empresas, que já fazem esses trechos, vão também reduzir os seus custos e melhorar o preço para todos os usuários de transporte aéreo”, apontou.

Voos regionais
O aprimoramento da legislação do setor e a tentativa de igualar a alíquota do ICMS do querosene da aviação (QAV) nos estados brasileiros também contribuíram para a redução de custos das empresas. Além disso, o governo está contando com a aprovação, na Câmara, do projeto de lei que trata da abertura de capital das empresas aéreas brasileiras.

“Possibilita que empresas como a Sky e a Norwegian, de baixo custo estabeleçam as suas bases aqui também no país para fazer inclusive voos regionais. Essas empresas podem vir dos seus países aqui para o Brasil, mas não podem fazer as interconexões regionais. Com essa abertura, poderiam ter as bases e se tornarem também empresas brasileiras, baixando o custo de voos regionais. Isso vai trazer mais competitividade para o setor e para o usuário”, contou.

O ministro destacou que já foi feito um esclarecimento com os parlamentares para a aprovação da medida. “Isso está pautado para quarta-feira [dia 7]. Espero que tenha quórum para colocar em votação. A gente fez uma boa conversa com os parlamentares mostrando os benefícios para o país. Outros países da Europa já utilizam isso, a Argentina conseguiu investimentos com essa abertura. Isso demonstra que é uma medida acertada”, apontou.

Para Luiz Rocha, presidente do RIOgaleão, consórcio que administra o aeroporto, com a expectativa de retomada do crescimento da economia brasileira, outras companhias podem seguir o caminho da Sky Airlines.

“Do ponto de vista de passageiros internacionais, na realidade, houve até um crescimento. Mesmo este ano, com a queda da economia, tivemos crescimento de passageiros internacionais. Estamos confiantes de que a retomada da economia vai permitir um aumento das frequências, assim como temos esperança que, para o próximo ano, também a low cost para a Europa seja confirmada”, observou.

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