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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Mais um policial militar é ouvido sobre a morte de três jovens na zona rural de São Luís

Identificado como João Inaldo Correa Júnior, o militar seria o dono da arma usada pelo soldado Hamilton Caires Linhares para efetuar o tiro para o alto

Foto: Reprodução

Conforme a Polícia Civil, 17 pessoas já foram ouvidas no inquérito que apura o triplo homicídio ocorrido na comunidade do Mato Grosso, na zona rural de São Luís, no qual três jovens foram assassinados. Na quarta-feira (9), mais um policial militar prestou depoimento na Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP), na Avenida Beira-Mar. Identificado como João Inaldo Correa Júnior, o militar seria o dono da arma usada pelo soldado Hamilton Caires Linhares para efetuar o tiro para o alto, quando perseguiu os jovens.

Também deveria ser ouvido ontem um funcionário da construtora responsável pela obra do residencial que está sendo construído próximo de onde os corpos dos três jovens foram achados; ele seria o dono de um celular encontrado no matagal onde estavam as vítimas.

Em depoimento, na SHPP, o soldado Hamilton Linhares disse ter usado a arma de João Correa para efetuar um tiro para o alto, quando perseguia os três jovens. Ainda em seu depoimento, Linhares confessou a perseguição, mas negou ter sido o autor dos disparos que mataram as vítimas, identificadas como Gustavo Feitosa Monroe (18 anos), Joanderson da Silva Muniz (17) e Gildean Castro Silva (14).

Correa também é integrante da Companhia de Operações Especiais (COE), da qual faz parte o soldado Hamilton Linhares, que está preso no Comando da Polícia Militar, no Calhau. Ao delegado que está à frente do caso, Dilson Pires, o policial João Correa confessou ter empresta a arma para Linhares, mas não teria sido informado sobre qual uso seria feito dela. A ponto 40 de Correa já teria sido entregue à Polícia Militar.

A pistola de Linhares, conforme ele mesmo disse em depoimento, teria sido perdida ano passado; porém, o militar não teria registrado Boletim de Ocorrência pela perda da arma, que pertence à PMMA.

Segundo as investigações da SHPP, o soldado Hamilton Linhares era o único policial militar que estava no canteiro de obras, auxiliando os vigilantes da obra, na última quinta-feira (3), dia no qual os três jovens desapareceram.

HOMICÍDIO QUALIFICADO

De acordo com o delegado Dilson Pires, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de um triplo homicídio qualificado, mas ainda não sabe informar sobre quais seriam as reais motivações para o crime. “Não conseguimos entender ainda o que levou à execução desses três jovens; é por isso que estamos esgotando todas as possibilidades para que possamos chegar a um denominador comum. No momento, podemos dizer que mais pessoas podem ter envolvimento com o crime; outras ainda serão ouvidas, e mais suspeitos poderão ser presos”, afirmou.

O delegado confirmou que os jovens foram mortos por um único tipo de armamento, uma pistola ponto 40; no local dos homicídios, foram encontrados alguns projéteis desse tipo de arma. “Conseguimos localizar o número do lote e estamos entrando em contato com a fabricante, a fim de obter a informação sobre para quem foi encaminhada a munição”, disse.

 

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