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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

“Tiros não eram para motorista do Uber”, afirma delegado da SHPP

O delegado afirmou que a polícia trabalha com duas linhas de investigações, tendo como principal a de que o motociclista seria desafeto de um dos ocupantes do veículo

Em coletiva à imprensa, o delegado Clarismar Campos disse que as investigações apontam que os tiros não eram para o motorista Edmilson Pimenta Foto: Francisco Silva

O delegado Clarismar Campos, da Superintendência Estadual de Investigação de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP), esclareceu na tarde de quinta-feira (10), durante entrevista coletiva, as possíveis motivações que levaram à morte do motorista de Uber Edmilson Pimenta Azevedo, de 54 anos. O crime ocorreu na noite do último domingo (6), e os tiros foram efetuados por um motociclista, quando o motorista fazia uma corrida que partiu do bairro Ipase e tinha como destino a Madre Deus.

O delegado afirmou que a polícia trabalha com duas linhas de investigações, tendo como principal a de que o motociclista seria desafeto de um dos ocupantes do veículo. Por enquanto, está descartada a possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte). “Reunimos os depoimentos, as investigações e a análise de imagens do percurso e trajeto do carro, todas as histórias se batem. Tudo indica que o motociclista e o carro do Uber se encontraram em determinado momento do trajeto, e ali possa ter iniciado alguma discussão”, falou o delegado.

Após a discussão, o motorista teria dado continuidade à viagem, quando o motociclista iniciou uma perseguição e deu o primeiro disparo com arma de fogo na Avenida Kennedy, culminando, em seguida, com a morte de Edmilson, na altura do bairro da Liberdade. O delegado ainda informou que o motorista não era o alvo do atirador. “Há a possibilidade dos ocupantes do veículo já conhecerem o motociclista de alguma situação passada e existir um desafeto entre eles. No mais, absolutamente nada demonstra que o motorista era realmente o alvo”, afirmou.

SE APRESENTOU E FOI PRESO

Os quatro passageiros do veículo já prestaram depoimento; dois já haviam sido presos por roubos, no período em que atuavam juntos praticando delitos há cerca de três anos, quando ainda eram menores de idade, conforme disse o delegado. Um deles, Sone Anderson Silva Oliveira, de 20 anos, foi preso na manhã de ontem (10), ao se apresentar na SHPP, em cumprimento ao mandado de prisão em sentença condenatória por crime de roubo, que já estava expedido. Sone Anderson foi atingido de raspão por um dos disparos, durante à perseguição ao carro do Uber.

REQUERIMENTO

A SHPP enviou à empresa Uber um requerimento, solicitando o detalhamento do trajeto do veículo, para identificar quantas paradas foram feitas durante o percurso. “Dessa forma, investigaremos se existe a possibilidade de assalto”, ressaltou o delegado Clarismar.

ENTENDA O CASO

O motorista de Uber Edmilson Pimenta Azevedo, de 54 anos, foi baleado por volta de 19h30 do domingo (6), após ser abordado por um motociclista armado. De acordo com informações atualizadas, a vítima levava quatro passageiros e fazia o percurso do Ipase para a Madre Deus.

Durante a corrida, teria iniciado uma discussão do motociclista com os passageiros do veículo, em seguida, o piloto começou a perseguir o automóvel de Edmilson por cerca de 20 a 25 minutos. Em determinado momento do trajeto, o motociclista desferiu o primeiro disparo, seguido de mais cinco a seis tiros. O motorista conseguiu conduzir o carro até o bairro da Liberdade, quando perdeu o controle do veículo, subiu num canteiro e bateu em uma árvore. A vítima chegou a ser levada ao Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. A polícia ainda não tem a identidade do motociclista e vai começar a intimar mais testemunhas, presentes no momento do crime para prestar depoimentos.

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