Fechar
Buscar no Site
O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Data para conclusão da reforma da Rua Grande é adiada para junho

A entrega das obras era prevista para acontecer no mês de março, mas as fortes chuvas têm dificultado a execução dos serviços

Devido às fortes chuvas, trabalhos na obra de requalificação da Rua Grande estão mais lentos e previsão de conclusão ficou para junho deste ano. (Foto: Gilson Ferreira)

De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), as obras de requalificação urbana da Rua Grande serão entregues fora do primeiro prazo divulgado (dia 8 do mês de março); a nova data para a conclusão é junho deste ano. Entre os motivos para a mudança está o período de chuvas, que teria trazido transtornos para a execução dos serviços. Além disso, alguns projetos das empresas responsáveis pelas atividades na via foram refeitos, o que também contribuiu para os atrasos nos trabalhos no local. Outra justificativa apontada pelo Instituto foi a delonga no início das obras: deveriam ter sido iniciadas em dezembro de 2017, mas começaram somente em abril de 2018.

As obras de requalificação da Rua Grande fazem parte de um conjunto de intervenções realizadas em São Luís, por meio PAC Cidades Históricas. A execução delas teve início em 9 de abril de 2018, com os serviços concentrados no trecho localizado entre a Rua do Passeio e a Rua de Santaninha. As atividades estão sendo segmentadas por trechos, sendo que alguns já estão completamente prontos, e atualmente as atividades já avançaram até a oitava quadra, das dez existentes na via.

“O inverno nos atrapalha demais, quando chove praticamente ficamos com os serviços parados”, declarou o superintendente do Iphan, Maurício Itapary, durante entrevista concedida na manhã de ontem (6) ao Jornal Pequeno. As chuvas são intensificadas na cidade de São Luís até o mês de maio, segundo o Laboratório de Meteorologia do Núcleo Geoambiental (Nugeo), da Universidade Estadual do Maranhão (Uema). Somente em novembro de 2018, elas foram sete vezes mais fortes, e em dezembro as cargas d’água ultrapassaram em quatro vezes as estatísticas, conforme o Nugeo.

Quanto ao período de chuvas, referente às soluções adotadas no canteiro de obras, tendas instaladas em vários trechos da Rua Grande permitem que as empresas prossigam seus trabalhos. Entretanto, onde há movimentação de terra, requer mais cuidados, devido à lama que se forma em vários pontos, e por onde circulam, além dos operários, os comerciantes e consumidores. Isso porque as lojas da Rua Grande permanecem abertas, mesmo com a execução dos serviços de engenharia civil na requalificação da via às suas portas.

Há espaços do logradouro nos quais as pessoas são obrigadas a circularem, literalmente, por dentro da área da construção planejada para alocar e distribuir materiais, mão de obra e equipamentos; e alguns maquinários pesados, como caçambas e retroescavadeiras. “O correto teria sido interditar as lojas em cada quadra, enquanto os serviços são feitos”, opinou a dona de casa Maria Fernandes de Sousa Cruz. “As lojas permanecem abertas, mas as vendas caíram drasticamente, sem contar que ainda é perigoso trabalhar tendo a reforma da via como vizinha tão próxima; essa oitava quadra da Rua Grande está uma desordem”, frisou uma promotora de vendas, que não quis se identificar.

Construtora foi notificada para sinalizar adequadamente o canteiro de obras, a fim de garantir a segurança de quem trafega pela Rua Grande. (Foto: Gilson Ferreira)

CONSTRUTORA NOTIFICADA

De acordo com o superintendente do Iphan, Maurício Itapary, no dia 1º de fevereiro, a empresa Ducol Engenharia foi notificada para que tome as medidas necessárias referentes à segurança dos cidadãos que circulam pela Rua Grande. A arquiteta do Instituto, Ana Paula Fogaça, que é fiscal da obra, disse que já havia pedido de forma recorrente à empresa que cumprisse questões de segurança. “Como não tivemos um retorno adequado, fizemos a notificação, que é um instrumento legal”, informou a arquiteta.

Ana Fogaça disse que a Ducol, após ter sido notificada, iniciou o cumprimento dos termos de segurança, isolando as áreas do canteiro no Largo do Carmo, e os trechos onde está havendo trabalhos com maquinários. Na Rua Grande, há redes de proteção, como foram constatadas pela reportagem do JP, mas elas não são suficientes para evitar que as pessoas que circulam pela via permaneçam andando por dentro dos canteiros, e ao lado das máquinas. A fiscal da obra informou ainda que a Ducol estaria providenciando a sinalização, a fim de chamar a atenção dos trabalhadores, comerciantes e consumidores sobre os riscos existentes no espaço.

Ainda sobre o novo prazo de junho deste ano para a entrega dos serviços na Rua Grande, Maurício Itapary disse que o Iphan priorizou as reformas das praças Deodoro e Panteon, que tiveram a conclusão dos serviços antecipada e por isso foram entregue em dezembro de 2018, antes da data prevista, que era de março deste ano.

O superintendente do Iphan informou também que, quando foi feita a escavação da primeira quadra na Rua Grande, os projetos que haviam sido entregues pelas concessionárias ao Instituto, como o da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) e o da Companhia Energética do Maranhão (Cemar), que são responsáveis pela infraestrutura subterrânea da via, que compreende os sistemas de esgoto, drenagem, rede elétrica, de combate a incêndio e distribuição de água, além das empresas de telefonia, estavam inapropriados. “Tivemos que parar a obra para refazermos alguns projetos”, frisou Itapary.

Carregando