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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Líderes se mobilizam para “apagar incêndio” entre Maia e o Planalto

A crise começou após a prisão do ex-ministro Moreira Franco, a sexta-feira – a mulher de Maia é enteada de Moreira

Rodrigo Maia está sendo acalmado por parlamentares. (Foto: Sergio Lima - AFP)

Presidentes e líderes de vários partidos me mobilizaram para “apagar o incêndio” que resultou na primeira crise o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o Palácio do Planalto. Um jantar foi realizado na noite de domingo (24) e durante toda esta segunda-feira (25) vários deputados foram à residência oficial do presidente da Câmara tentando contornar a crise.

A crise começou após a prisão do ex-ministro Moreira Franco, a sexta-feira – a mulher de Maia é enteada de Moreira. A prisão de Moreira – no mesmo dia da do ex-presidente Michel Temer -, deixou Maia um pouco irritado, pois foi vista como uma resposta do ministro da Justiça Sérgio Moro ao próprio presidente da Câmara – Moro tem pressa em aprovar o seu pacote anticrime; e Maia foca na aprovação da Previdência.

Troca de farpas – Uma troca de farpas virtuais gerou a crise em si. Rodrigo Maia não gostou da pressão e Moro e o chamou de “funcionário de Bolsonaro”, além de dizer que seu projeto era um “cópia e cola”. Na tréplica, Moro sugeriu que há no Congresso quem ache “que o combate ao crime possa ser postergado indefinidamente”.

Colocando lenha na fogueira, Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, compartilhou um trecho da tréplica de Sérgio Moro às declarações de Maia sobre o pacote anticrime. “Há algo bem errado que não está certo”, escreveu o vereador, levando dúvidas no seu Instagram: “Por que o presidente da Câmara está tão nervoso?”

Maia se irritou ainda mais e avisou ao ministro da Economia, Paulo Guedes que estava abrindo mão de contribuir com a articulação para aprovação da reforma da Previdência. “Eu sou a boa política, e não a velha política. Mas se acham que sou a velha, estou fora”, teria dito, segundo publicou O Estadão.

A deputada Janaina Paschoal (SP) também atiçou a fogueira: “Quando o Presidente da Câmara ameaça deixar a Reforma da Previdência, pergunto: ele está pensando no Brasil? Se ele gosta do Presidente e de seus filhos não importa. O que importa é que trabalhe pelo que é melhor para o Brasil! O país precisa da Reforma. A questão é matemática!”.

Defesa de Maia – Rodrigo Maia foi taxativo na resposta à Janaina: “Nunca vou deixar de defender a reforma da Previdência.”

O deputado federal Domingos Neto (PSD) fez defesa de Maia nas redes sociais. “Não é uma estratégia inteligente de parte da militância do Presidente da República em hostilizar o Presidente Rodrigo Maia. Todos percebem que o Rodrigo é o maior articulador da reforma, e a turma do propositor dela ataca seu maior defensor… Inacreditável”, escreveu.

Ponto de equilíbrio – “O noticiário dá conta de turbulências que afetaram o mercado financeiro e causam preocupação até para os rumos das mudanças positivas esperadas (com destaque para a reforma da previdência), que os analistas atribuem às dificuldades de articulação e de interlocução política do governo”, escreveu o deputado Juscelino Filho (DEM), em um artigo intitulado “O Parlamento é o templo sagrado da política”.

Para o deputado maranhense, Rodrigo Maia é um ponto de equilíbrio que o Brasil precisa neste momento conturbado. “É reconhecido por todos os segmentos representativos da sociedade brasileira como um dos principais fiadores das reformas econômicas que o país necessita para retomar o crescimento, combater o desemprego e promover a geração de renda e de riqueza”, destaca.

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