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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Pais das crianças que faleceram no Chile afirmam que não haviam placas informando riscos

As famílias de Isadora Bringel e Khálida Trabulsi disseram que tentaram salvar as meninas ainda nas imediações da represa de Embalse El Yeso

Marcelo Martins Bringel Carvalho, pai da Isadora Bringel; Jorge Alberto Trabulsi Lisboa e Lenne Carvalho Lisboa, pai e mãe de Khálida, falam pela primeira vez desde incidente que matou crianças brasileiras no Chile — Foto: Emmily Virgílio

Em entrevista ao canal de notícia chileno 24 horas, os pais das crianças maranhenses que faleceram na segunda-feira (3), durante um passeio ao reservatório de Embalse El Yeso, no Chile, afirmaram que não havia sinalização de perigo ou desastre durante todo o trajeto. Segundo eles, após uma caminhada de 20 minutos eles chegaram no início da represa de yeso e, após uma hora de passeio, ouviram gritos de “pedras”. “Tudo foi muito rápido. Muitas pedras começaram a se desprender da montanha”, afirmou o médico Marcelo Bringel, que estava com suas duas filhas e Khalida. “No momento em que tudo aconteceu, tive que pular para salvá-las. Só consegui pegar uma e infelizmente as outras duas meninas foram atingidas pelas pedras”, afirmou.

Ainda segundo o médico Marcelo Bringel, ele fez os primeiros socorros na filha Isadora e, com a filha no colo, fez todo o percurso até onde estavam os veículos estacionados mas não havia uma ambulância que poderia fazer um suporte mais avançado para ajudar no caso.

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