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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Homem que baleou ex-mulher é inocentado pela tentativa de homicídio e condenado por cárcere

A vítima foi baleada na cabeça e está cega do olho direito

Ao fim do julgamento, Eliézer da Cunha Reis (centro), foi condenado somente pelo cárcere privado contra Weslayne Corrêa. (Foto: Gilson Ferreira)

Foi condenado, em julgamento ocorrido nessa quarta-feira (12), a apenas 3 anos de prisão, Eliézer da Cunha Reis, em sessão do 1º Tribunal do Júri, Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís. Ele estava respondendo pela tentativa de homicídio da ex-mulher, Weslayne Naiane Corrêa, de 30 anos, fato ocorrido dentro do Motel Wall Street, na Areinha, capital maranhense. A vítima foi baleada na cabeça e está cega do olho direito.

Conforme o Núcleo de Comunicação Social do Fórum, Eliézer foi denunciado pelo Ministério Público por tentativa de feminicídio e cárcere privado, pelo fato que aconteceu no dia 5 de abril de 2018. O julgamento foi presidido pelo juiz Osmar Gomes dos Santos, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís. Na acusação, atuou o promotor de Justiça Luís Carlos Duarte. Na defesa, o advogado Petrônio Alves.

Das nove testemunhas arroladas, compareceram apenas sete, sendo cinco do MP e duas da defesa do réu. Ao final do julgamento, o magistrado leu a sentença de 3 anos de reclusão do acusado, que deverá cumprir a pena em regime aberto. O resultado também revogou a prisão preventiva de Eliézer. O Ministério Público avisou que vai recorrer da decisão dos jurados por entender que foi contrária à prova dos autos.

O CRIME

Weslayne e Eliezer. (Foto: Reprodução)

Weslayne Naiane Corrêa havia sido sequestrada pelo ex-marido na noite daquele dia, antes de ter sido levada ao quarto do motel. Eliézer, conforme informações divulgadas pela delegada Viviane Azambuja, do Departamento de Feminicídio, da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), tentou capturar a ex-mulher no dia anterior, no Cohafuma, quando queria entrar de qualquer jeito no carro dela.

O objetivo dele, como explicou a delegada, era levá-la a um motel, para tentar uma reconciliação. Temendo um novo ataque do suspeito, Naiane procurou a Delegacia Especial da Mulher (DEM), onde objetivava conseguir medidas protetivas. Viviane contou que o pedido havia sido feito à Justiça, mas, enquanto a medida não era autorizada, Eliézer, mais uma vez, atacou a vítima, abordando-a no bairro da Liberdade, onde ela morava.

Lá, segundo Azambuja, ele a colocou à força no automóvel, que alugou somente para essa ação criminosa, com um revólver calibre 38 apontado para a cabeça dela, seguindo rumo ao Wall Street, na Areinha. Dentro do motel, o ex-marido teria feito diversas ameaças a Weslayne, utilizando a arma de fogo como uma forma de intimidação.

Mas o motel foi cercado pela Polícia Militar, que compareceu ao local após a irmã da vítima ter entrado em contato com o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), pois presenciou o momento em que Eliézer havia sequestrado a vítima, como detalhou a delegada. Mesmo com a presença da imprensa, como ele exigiu para que se entregasse, o suspeito atirou na cabeça da ex-mulher, na frente de repórteres e dos policiais militares, jogando o revólver no chão e se deitando no chão, em sinal de rendição.

Eliézer foi levado ao Socorrão 1, onde por pouco não foi linchado por uma multidão que se aglomerou no hospital após tomar conhecimento do que ele tinha feito com Naiane, que também foi encaminhada àquela unidade de saúde. Em seguida, os policiais o apresentaram no Plantão do Eixo Itaqui-Bacanga. Já Weslayne passou por um procedimento cirúrgico e ficou em coma induzido após os projéteis que estavam alojados em sua cabeça terem sido retirados pela equipe médica.

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