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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Faccionado do MA ordenou morte de rapaz no Mato Grosso do Sul

Ulisses era da área do Vila Conceição, no Coroadinho, onde integrava a antiga facção Primeiro Comando do Maranhão (PCM)

Ulisses Martins é oriundo do Coroadinho e era do antigo PCM. (Foto: Divulgação)

O maranhense Ulisses Silva Martins, conhecido como “Colt”, está sendo investigado como o responsável pela ordem para o assassinato de Anderson Martins dos Reis, de 33 anos, crime ocorrido no Mato Grosso do Sul (MS) na noite de quarta-feira (12). O mentor do homicídio é oriundo do bairro Coroadinho, sendo que, atualmente, é membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), onde exerce uma função de destaque.

Segundo a Polícia Civil do MS, “Colt”, apesar de ainda não ser uma liderança da facção, é mentor dos “tribunais do crime”, sendo que teria autorizado pelo menos sete desses julgamentos clandestinos. Ele está recolhido no Presídio de Segurança Máxima da Capital, unidade carcerária de onde partiu a ordem para a morte de Anderson Martins, em Itaporá, cidade vizinha a Dourados, distante 227 km de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.

Anderson teria sido morto por, supostamente, ser simpatizante do Comando Vermelho (CV). A ordem de “Colt” foi repassada a Alex Sander Mayer, 29, conhecido no PCC como “Caçador de Almas”, que foi preso pelo assassinato, juntamente com Harrison Albert Sabino Souza, 36, o “Negão”; Miguel Augusto Souza dos Santos, 21, o “XT”, e Caio Cezar Cardoso Nunes, 19, o “Coringa”. A Polícia Civil do MS frisou que não há indícios de que a vítima era integrante da facção carioca.

Ao Jornal Pequeno, o delegado Rondinelli Araújo, titular do 10º Distrito Policial (DP), Bom Jesus, confirmou que Ulisses era da área do Coroadinho, na Vila Conceição, onde integrava a antiga facção Primeiro Comando do Maranhão (PCM). Em junho de 2016, ele, cuja alcunha em São Luís era “Teu”, foi preso no Mato Grosso do Sul quando tentava transportar um grande carregamento de droga (cerca de 30kg de maconha) para a capital maranhense.

Ele foi capturado na cidade de Dourados, no Terminal Rodoviário, com o material entorpecente. Não demorou para que “Colt” progredisse de regime, indo para o semiaberto, sendo que fugiu e começou a praticar assaltos e assassinatos na região. Ulisses, então, foi novamente capturado, tendo sido encaminhado à Penitenciária Estadual de Dourados. Lá, foi alvo da “Operação Echelon”, do Ministério Público de São Paulo e Polícia Civil, que aconteceu em 14 estados. Em seguida, o faccionado maranhense foi transferido para um presídio de segurança máxima, na capital do MS. Mesmo encarcerado, estava determinando mortes de rivais. “Caçador de Almas” era um dos principais pistoleiros mobilizados para essas execuções.

 

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