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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Auxiliar penitenciário é indiciado por morte de professora

A delegada Viviane Fontenelle esclareceu que o mandado de prisão temporária contra Márcio foi convertido em prisão preventiva

O auxiliar penitenciário vai responder por homicídio triplamente qualificado. (Foto: Gilson Ferreira)

A Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), por meio do Departamento de Feminicídio, concluiu o inquérito policial da morte da professora Rosiane Costa, de 45 anos, cujo corpo foi encontrado dentro do Campus da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), em São Luís, no dia 13 de maio deste ano. O autor, o auxiliar penitenciário Márcio Jorge Lago Marques, foi indiciado por homicídio triplamente qualificado.

A delegada Viviane Fontenelle, titular do Departamento de Feminicídios, esclareceu que o mandado de prisão temporária contra Márcio foi convertido em prisão preventiva durante a investigação, mais precisamente, na semana passada. Recheado de muitas provas, incluindo técnicas, o inquérito sobre a morte de Rosiane – que lecionava na zona rural de Alcântara/MA – foi concluído e encaminhado nessa segunda-feira (24) ao Poder Judiciário, segundo ela.

Fontenelle assinalou que o auxiliar penitenciário vai responder judicialmente por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe com impossibilidade de defesa da vítima, como ficou demonstrado no inquérito.

A prisão do suspeito

Márcio Jorge foi capturado no dia 21 de maio, em cumprimento a mandado de prisão temporária, no Bar Capitão do Mar, localizado na Avenida Litorânea, em São Luís. A delegada Viviane contou que a polícia chegou até o suspeito pelo carro utilizado no crime, que teria entrado no estacionamento de um supermercado, minutos depois de sair da universidade; e o auxiliar fez uma compra de R$ 691 nesse estabelecimento, usando o cartão de débito da vítima, além de ter feito um saque de R$ 1 mil, no caixa eletrônico instalado dentro da loja.

Segundo a chefe do Departamento de Feminicídio, com base no depoimento de Márcio Jorge, o auxiliar penitenciário e a professora se conheceram dois anos atrás em um aplicativo de relacionamento, o Badoo. Namoraram, mas atualmente não estavam em um relacionamento fixo, apenas encontros casuais. Assim que se conheceram, Rosiane Costa emprestou a Márcio Jorge R$ 2.500, valor que ele nunca conseguiu devolver, e Rosiane sempre o cobrava.

Viviane Fontenelle disse que o assassinato aconteceu no dia 12 de maio. Nesse dia, Rosiane ligou para Márcio pedindo um encontro, cujo intuito era mais uma vez cobrar o pagamento da dívida. O auxiliar levou a professora para a casa dele, localizada no bairro Jardim Turu, onde passaram a tarde juntos, até o momento em que Rosiane teria dito que não esperaria mais pelo ressarcimento dos R$ 2.500, que queria o dinheiro o mais rápido possível. “Foi aí que Márcio resolveu matá-la”, frisou a delegada.

O crime foi cometido dentro da residência de Márcio. Ainda no terraço de sua casa, o agente penitenciário assassinou a professora com um movimento de “mata-leão”. A delegada informou que o corpo de Rosiane Costa foi levado para a Ufma, pois Márcio Jorge é casado com outra mulher, e tinha que ir buscá-la na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bacanga, local de trabalho de sua esposa. “Antes de ir buscar a sua mulher, ele teve a ideia de entrar na Ufma para se desfazer do corpo da professora”, concluiu Fontenelle.

 

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