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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Governo mapeia ações para fazer de Angra uma ‘Cancún’

O plano está avaliado em R$ 1 bilhão

Foto: Reprodução

Uma delegação do Ministério do Turismo visitou Angra dos Reis, litoral sul fluminense, para fazer um levantamento de ações necessárias ao desenvolvimento do potencial turístico da região.

A visita, na semana passada, foi a primeira ação do governo na área, onde o presidente Jair Bolsonaro declarou querer uma “Cancún brasileira”. Para isso, ele já falou em revogar a criação da Estação Ecológica de Tamoios. O ministro Marcelo Álvaro Antônio tem prevista para hoje reunião com o presidente, para apresentar o plano, avaliado em R$ 1 bilhão.

O grupo identificou cerca de 40 ações necessárias para estimular o turismo. Entre elas estão duplicar a BR-101 no acesso ao município; construir um complexo turístico na Marina de São Bento para valorizar o centro da cidade; reativar um trem de passageiros que servia à região; construir uma usina de dessalinização da água; criar estações de tratamento de esgoto; ampliar a pista do aeroporto local, com a construção de um novo terminal de passageiros.

“Estamos levantando tudo o que é necessário em termos de infraestrutura, da nossa visão turística e do meio ambiente para colocar Angra entre os maiores destinos do mundo”, afirmou o secretário executivo da pasta, Daniel Nepomuceno, à imprensa local, na sexta. Para o prefeito de Angra, Fernando Jordão (MDB), a proposta não deverá ter impacto ambiental – temor já levantado por ambientalistas. A região tem várias áreas protegidas. Foi por isso que Ilha Grande, juntamente com Paraty, foi eleita Patrimônio da Humanidade da Unesco em julho na categoria de sítio misto (cultural e natural).

Além de problemas de saneamento e infraestrutura, dados do Instituto de Segurança Pública revelam alta de 51% nos homicídios dolosos em Angra em 2018. As quadrilhas migraram para o interior após a criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio.

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