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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Na Fiema, Itaqui é destacado como saída para cargas do Mato Grosso

O Fórum foi viabilizado, em São Luís, pelo Conselho Temático de Infraestrutura e Obras da Fiema

Foto: Reprodução

O Porto do Itaqui foi apresentado como uma das mais interessantes alternativas do país aos empresários do Mato Grosso para exportação de cargas, como grãos especiais, carne e derivados, em contêineres. A operação foi o tema principal do Fórum “Pulse e Grãos Especiais no Corredor Centro Norte”, realizado na última semana em São Luís, por iniciativa da Agência de Desenvolvimento dos Produtores do Tocantins Araguaia (Apamara), que contou com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema). O encontro reuniu mais de 50 players do setor de agronegócio de todas as regiões do país na capital maranhense, para apresentação e discussão das possibilidades de escoamento de grãos conteinerizados no Corredor Centro Norte, entre eles, soja não transgênica, gergelim, algodão, milho de pipoca, grão de bico, feijões.

O Fórum foi viabilizado, em São Luís, pelo Conselho Temático de Infraestrutura e Obras da FIEMA, como uma oportunidade para realização de novos negócios no Maranhão, desenvolvimento da economia e, principalmente, divulgação das potencialidades dos portos maranhenses, cuja localização é a mais próxima dos grandes mercados internacionais, como Estados Unidos, Europa, além dos asiáticos, fora o diferencial de profundidade, que possibilita atracarem em seus píeres, navios de grandes calados.

“Recebemos, na Fiema, grandes empresários do Nordeste do Mato Grosso e de outras regiões do Brasil, que atuam no ramo do algodão, carne, gergelim, entre outros produtos, e que estão interessados em que o Maranhão seja o vetor de exportação deles”, afirmou o vice-presidente da Federação e presidente do Conselho de Infraestrutura, José de Ribamar Barbosa Belo.

De acordo com o promotor do evento, Alexandre Lobo, presidente da Apamara, o objetivo do fórum, de aproximar grandes compradores do porto maranhense, se cumpriu. “Estamos buscando, no Maranhão, alternativas para melhorar a logística no Corredor Centro Norte. Soubemos que o Porto do Itaqui vai voltar a operar cargas conteinerizadas, e temos uma grande produção de grãos especiais e pulse que já sai do país em contêineres, porém, por um caminho mais longo, por Paranaguá, quando poderiam estar saindo pelo Itaqui, para os destinos internacionais”, destacou.

Entre os participantes, estiveram presentes o prefeito de Vila Rica/MT, Abmael Borges, o prefeito de Canarana/MT, José Alexandre da Silva, o secretário da Indústria, Comércio e Energia do Maranhão, Simplício Araújo, além de representantes de empresas como a Campo, VLI, Transpes, Brado Logística, de instituições como o Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses (Ibrafe), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), entre outros empresários.

VISITA – Como parte da programação, a comitiva ainda visitou o Porto do Itaqui. O diretor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi foi um dos que esteve no Porto. Para ele, o terminal pode ser opção para pecuaristas do Nordeste do Mato Grosso. “O que chamou nossa atenção foi a possibilidade de melhoria na logística para a exportação tanto de carne em contêineres refrigerados como animais vivos, principalmente os oriundos dos municípios da região nordeste de Mato Grosso como Vila Rica”, destacou Manzi.

Segundo ele, o Mato Grosso vem incrementando sua produção de carne em quantidade e qualidade, e o Porto de Itaqui é o que possui a melhor logística para exportação da produção da região nordeste. “Itaqui é o porto mais perto da Europa e Ásia e tempo e o valor do frete são fatores que interferem na competitividade do nosso produto”.

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