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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Bira propõe diligência ao Maranhão para apurar a violência e violação dos direitos dos povos indígenas

O parlamentar ingressou com o requerimento junto à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Bira quer diligências para apurar violação dos direitos contra a população indígena (Foto: Divulgação)

O deputado federal Bira do Pindaré (PSB) ingressou, nesta terça-feira (05), com o requerimento n° 174/2019 junto à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados solicitando a realização de diligência às terras indígenas do Maranhão para apurar a violência e violação dos direitos contra a população indígena. Na última sexta-feira (01), o líder indígena Paulo Paulino Guajajara foi morto em uma emboscada na Terra Indígena Araribóia, na região de Bom Jesus das Selvas, entre as aldeias Lagoa Comprida e Jenipapo.

De acordo informações da proposição, ao que tudo indica madeireiros ilegais na Amazônia emboscaram um grupo indígena formado para proteger a floresta. “Mataram a tiros um jovem guerreiro e feriram outro, disseram os líderes da tribo Guajajara no norte do Brasil”, acrescenta.

Ele defende a elucidação rápida e eficaz das investigações do assassinato, que ele classificou como cruel; e que os responsáveis pelo crime sejam levados à justiça.

“Os ataques aos territórios indígenas se intensificaram desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL), quando ele prometeu não demarcar territórios tradicionais, tomou medidas de flexibilização da política ambiental e anunciou que pretende autorizar a mineração nestas áreas. Estas decisões provocaram tensão e crescimento da violência contra os povos indígenas do Brasil”, frisou.

Para Bira, a proteção dos povos indígenas e da terra em que vivem tem sido uma questão importante em todo o mundo, e não se pode permitir que os crimes contra os povos originários fiquem impune. “Julgamos fundamental e urgente uma diligência para apurar os indícios de violência e violação dos direitos indígenas ocorridos nas terras indígenas do Estado do Maranhão”, concluiu.

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