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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Governo do Maranhão e Sociedade Brasileira de Diabetes lançam projeto Viver Mais

A população das regiões de saúde de Balsas, Presidente Dutra e Santa Inês ganhará reforço na assistência em saúde até 2022. 

Secretário Carlos Lula e a presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Hemerlinda Cordeiro Pedrosa, celebraram a implantação do projeto (Foto: Julyane Galvão)

O Governo no Maranhão e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) lançaram o projeto Viver Mais. A iniciativa garantirá, por meio da parceria, a implantação e execução de estratégias de cuidado e controle da diabetes e hipertensão para reduzir a mortalidade materna no Estado. A população das regiões de saúde de Balsas, Presidente Dutra e Santa Inês ganhará reforço na assistência em saúde até 2022.

“O projeto “Viver Mais” fomentará o apoio, o fortalecimento de ações integradas e respostas mais rápidas por parte do SUS, objetivando uma abordagem completa de prevenção e controle do diabetes, em especial a do tipo 2, assim como da hipertensão e diabetes gestacional”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Durante a reunião, na terça-feira (19), com o gestor estadual do Maranhão, a presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Hermelinda Cordeiro Pedrosa, destacou que a iniciativa marca um passo importante para transformação da vida dos assistidos com o projeto no Estado.

“Nosso corpo de especialistas estará à disposição, pois não podemos ficar em uma posição de inércia. As regiões Norte e Nordeste ainda possuem indicadores negativos no que diz respeito ao diabetes, portanto, esta é uma razão para a SBD se envolver com este projeto de alcance social”, pontuou.

O projeto

O Viver Mais possui quatro eixos: promoção à saúde; vigilância em saúde; cuidado integral; monitoramento e avaliação. Entre as metas, a capacitação dos profissionais da atenção primária e secundária para implantação das diretrizes clínicas, realização de estratificação de risco de agravos, e a estruturação das Unidades Básicas e de Referência.

A escolha das regiões de saúde considerou o perfil epidemiológico da localidade, cobertura das ações da Estratégia Saúde da Família (ESF), capacidade instalada da Atenção Primária e resolutividade dos serviços de Média e Alta Complexidade. O objetivo é que ao final do processo de qualificação, que deverá ser de três anos, seja criado um ambulatório especializado para atendimento de pessoas diabéticas e hipertensas no Maranhão.

Para a chefe do Departamento de Atenção à Saúde do Adulto e Idoso da SES, Claudiana Miranda Cordeiro, o projeto fará o redirecionamento no processo de trabalho. “O que nós queremos é que a atenção básica seja resolutiva, com impactos positivos no que diz respeito às internações e aos agravos que acometem esta população. Com a execução do projeto poderemos traçar o perfil do Maranhão e fazer o levantamento do número real de pessoas diabéticas no Estado”.

Segundo Fernanda Tomé, endocrinologista do Centro de Especialidades Médicas e Diagnóstico Dr. Luiz Alfredo Netto Guterres – CEM Diamante, unidade de referência no diagnóstico e tratamento da diabetes e da hipertensão da rede estadual de saúde, o projeto capacitará os profissionais de saúde para melhor atender a população. “O Viver Mais almeja implementar uma linha de cuidado, fazendo com que os pacientes ganhem em organização no sentido de saber gerenciar o seu diabetes. Com isso, eles terão um calendário para que sejam observados olhos, rins, coração, pés, impactando diretamente nos indicadores de complicações decorrentes da doença”, ressaltou.

Com o projeto em execução, o serviço de saúde pública ofertado no Maranhão promoverá disseminação de conhecimento científico entre médicos e profissionais de saúde, bem como a conscientização da população sobre a doença. Com a iniciativa, alguns dos resultados são o estabelecimento de uma linha de cuidado ao Diabetes Mellitus, Diabetes Gestacional e Hipertensão Arterial implantada em 436 Unidades Básicas de Saúde.

O projeto prevê 80% dos profissionais qualificados e utilizando as diretrizes e protocolos da linha de cuidado; 80% das mulheres com diagnóstico de diabetes gestacional cadastradas e monitoradas; incremento de 80% de detecção de novos pacientes diagnosticados para diabetes e hipertensão. Além disso, a definição de três Centros de Referência Ambulatorial; implantação de três Ambulatórios do Pé Diabético; acompanhamento pelo Conecta SUS e melhoria da qualidade de cuidado da rede de atenção primária.

Também participaram da reunião a subsecretária de Estado da Saúde, Karla Trindade; a secretária adjunta da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde, Waldeise Pereira, e o superintendente de Atenção Primária em Saúde, Márcio Menezes.

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