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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Apple é a marca mais lucrativa do mercado de smartphones

Mesmo não sendo a maior vendedora de aparelhos, a Maçã detém uma parcela de 66% dos lucros da indústria

Um levantamento da consultoria Counterpoint Research apontou a Apple como a marca mais lucrativa do mercado de smartphones. Mesmo não sendo a maior vendedora de aparelhos, a Maçã detém uma parcela de 66% dos lucros da indústria e 32% de seu faturamento total, deixando a segunda colocada, Samsung, bem para trás, uma vez que a marca coreana detém 17% dos ganhos do segmento em todo o mundo.

Segundo os especialistas, dois grandes e tradicionais fatores explicam esse resultado. A Apple possui uma base leal de usuários, principalmente, nos Estados Unidos, Europa e Japão, três dos maiores mercados consumidores globais da indústria. Muitos trocam de smartphone a cada novo lançamento da marca, algo que, unido ao preço mais alto dos celulares, contribui para que, mesmo não sendo a líder em vendas, a empresa de Cupertino ocupe esse espaço nos ganhos.

Além disso, o estudo também cita o grande foco da companhia no segmento de serviços, que ajuda a alavancar esses números e também a retenção de usuários ainda mais. Para os analistas, isso fará com que a tendência de dominação continue ao longo dos próximos anos, com crescimento já sendo registrado nesta temporada de final de ano na medida em que os modelos atuais de iPhone ganham tração.

O modelo de dispositivos caros e usuários fieis é um pouco invertido no caso da Samsung, entretanto. A líder em vendas tem muito de sua atuação concentrada nos setores de médio e baixo padrão, o que faz com que ela, apesar de comercializar mais aparelhos, ganhe menos a cada venda. Ainda assim, segundo a Counterpoint Research, houve crescimento para a fabricante coreana, principalmente com o sucesso da linha Galaxy Note e a chegada da série Galaxy A, que elevou um pouco o nível dos gastos dos consumidores com a fabricante.

Houve crescimento também entre as fabricantes chinesas, mas o aumento, aqui, é bem menor devido ao fato de que o grande foco de atuação destas marcas está, justamente, na política de preços. Mesmo seus dispositivos de topo de linha tentam ser mais baratos que a média, o que reduz a margem de lucro na medida em que aumenta os totais absolutos de vendas. Entretanto, a Counterpoint Research cita um movimento semelhante ao da Apple aqui, com um investimento em serviços sendo feito para balancear esse aspecto.

Entretanto, o trabalho junto a uma parcela de consumidores consciente em relação ao preço também significa que os usuários permanecem mais tempo com os smartphones e possuem um fluxo de atualização menor, o que também acaba reduzindo as margens de lucro. Além disso, a Apple entra em cena novamente, com políticas de preço reduzido em alguns territórios e modelos mais barato chamando a atenção dos usuários e provocando uma migração deles para o ecossistema do iPhone.

Em um mercado que apresentou queda de 11% no terceiro trimestre de 2019, a Samsung acabou sendo a única a efetivamente crescer, enquanto a Apple se manteve em um patamar de estabilidade assim como a Xiaomi, com baixas registradas para Huawei, Oppo e Vivo. Para os especialistas, um trimestre fraco de anúncios e os ciclos de troca de aparelhos maior no caso dos dispositivos Android levaram a esse resultado, bem como a preferência de alguns setores da indústria pelos já citados dispositivos de médio e baixo padrão, que não ajudam a elevar as margens.

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