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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Cidade Operária ultrapassa 300 casos e é o segundo bairro com mais registros da Covid-19 em São Luís

O bairro está nessa colocação do ranking desde o final do mês de maio

Não é difícil encontrar pontos de aglomeração na Cidade Operária; principalmente, nas portas de bancos e casas lotéricas (Foto: Gilson Ferreira)

Os balanços divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde do Maranhão (SES-MA) apontam que a Cidade Operária mantém a segunda posição no ranking de bairros da região metropolitana de São Luís, com o maior número de casos de infecção pelo novo coronavírus.

Na primeira semana de junho, a Cidade Operária registrava 239 pessoas contaminadas pela Covid-19, e, neste mês, o bairro já alcançou a marca de 304 contágios. A liderança continua sendo do bairro Turu, quando no mês passado tinha 283 infectados, e atualmente está com 397.

Há exatos 49 dias, o Jornal Pequeno esteve nas áreas de maior movimentação da Cidade Operária, quando constatou feirantes e vendedores ambulantes que se estendiam pelas calçadas em meio ao intenso movimento de pedestres com máscaras no rosto.

À época, moradores disseram que o grande movimento era registrado todos os dias. Ocorre que, até em pleno lockdown, a feira popular do bairro, localizada na Avenida Este, já tinha um formigueiro humano.

Com o índice de isolamento social declinante, a Cidade Operária continua a viver uma explosão dos casos de Covid-19. Na soma dos dez bairros de São Luís, com maior quantidade do novo coronavírus, atualmente existem 2.312 registros de infecção. Turu com 397, Cidade Operária 304, Renascença 289, Cohatrac (1, 2, 3 e 4) 230, Centro 223, Calhau 203, Anjo da Guarda 184, Olho d’Água 165, Anil 160 e Cohama 157.

DESCONTROLE CONTINUA

Sem lockdown e com a reabertura do comércio, a realidade de bastante movimentação nas ruas da Cidade Operária pode continuar a mesma do dia 2 de junho, quando a equipe de reportagem esteve no bairro, e a região já estava no segundo lugar no ranking das localidades com maiores casos de Covid-19.

No mês passado, o JP flagrou aglomerações nas portas de bancos e loterias. No Banco do Brasil, na Avenida Este Externa, os clientes utilizavam máscaras, mas não mantiveram o distanciamento de dois metros na fila.

No Banco do Bradesco, na Cidade Operária, mais fila. Nas agências bancárias, os empreendimentos disponibilizavam senhas para o atendimento, e colocavam cones e fitas nas portas, como forma de impedir o avanço das pessoas às instalações internas dos bancos. Havia funcionários também dando auxílio aos clientes nas filas, e era disponibilizado álcool em gel.

Havia também muitas pessoas nas lojas, nas ruas, além de muitos carros circulando. Mesmo com todos usando máscara, distanciamento social não parecia ser algo importante para os moradores da Cidade Operária.

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