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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Caramujos Africanos se proliferam em diversos pontos de São Luís

A espécie encontrada em São Luís é vetor da meningite eosinofílica, uma infecção provocada por parasitas

Até pouco tempo desconhecido dos moradores de São Luís, os caramujos africanos há quase dois anos fazem parte da rotina de diversos bairros da capital. A maior incidência do molusco está na área do Espigão Costeiro e na região do São Francisco. Porém, há relatos no Olho d’Água, Calhau, Cohafuma e no Araçagi, em São José de Ribamar.

O caramujo africano foi introduzido ilegalmente no Brasil na década de 1980, no estado do Paraná, com o intuito de substituir o escargot. A criação da espécie foi proibida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), e muitos donos de criadouros liberaram os caramujos na natureza, sem tomar as devidas providências.

A espécie encontrada em São Luís é vetor da meningite eosinofílica, uma infecção provocada por parasitas. A infecção costuma ocorrer por meio da ingestão acidental destes animais ou do muco liberado por eles. Crianças e indivíduos com deficiência mental, assim como pessoas que trabalham em hortas e jardins podem ser considerados grupos de risco para a doença. Animais de estimação devem evitar passear nas áreas de incidência do caramujo.

O consumo de verduras, legumes e frutas crus sem a higienização adequada também pode levar à infecção, uma vez que os moluscos liberam muco sobre os alimentos e também podem acabar sendo picados e ingeridos despercebidamente junto com saladas ou temperos.

Evitar o contato dos moluscos com as mãos é fundamental. Na ausência de luvas, deve-se usar um saco plástico para proteger a pele. A eliminação consiste em colocar os moluscos em um balde com uma das misturas – um litro de água sanitária para cada três litros de água ou um quilo de cal ou sal grosso para cada seis litros de água. Após isso, é necessário deixar os caramujos imersos por um período de 24h para garantir sua morte e, por fim, quebrar as conchas para evitar criadouro do Aedes aegypti e descartar o material de forma correta.

O que dizem os poderes públicos do Maranhão

O Governo do Estado afirmou, por meio de nota, que a responsabilidade pelo recolhimento dos caramujos para fins de eliminação física é do município de São Luís, por meio das Secretarias de Meio Ambiente e Obras e Serviços Públicos. Todavia, o Governo do Estado, por meio do Decreto Nº 34324, de 12 de julho de 2018, instituiu um Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI), reunindo Sema, SES e outros órgãos, para discutirem ações de combate ao caramujo africano.

Ainda segundo o Governo, no dia 16 de abril deste ano o GTI passou por uma capacitação, na qual representantes das instituições foram instruídos a repassarem aos demais servidores e prestadores de serviços, as informações referentes ao combate e controle do molusco.

Além disso, a Sema estará realizando neste sábado (22), a partir das 7h, uma ação de combate nos bairros Ponta D’Areia e São Francisco. No local, técnicos orientarão a população sobre como manusear e descartar o molusco, além da realização da coleta.

A Prefeitura de São Luís não respondeu ao questionamento da redação do Jornal Pequeno Online.

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