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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

PIB do Brasil cresce 0,6% no 3º trimestre, diz IBGE

Resultado mostra ligeira aceleração do ritmo de recuperação da economia entre julho e agosto.

Foto: Reprodução

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,6% no 3º trimestre, na comparação com o 2º trimestre, puxado pelo consumo das famílias e pelo investimento privado, segundo divulgou nesta terça-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,842 trilhão.

O resultado mostra uma ligeira aceleração da recuperação da economia entre julho e agosto, embora em ritmo ainda fraco e mais lento do que se esperava no começo do ano.

O IBGE revisou o resultado do PIB do 2º trimestre, para uma alta 0,5%, ante leitura anterior de avanço de 0,4%. Já o resultado do 1º trimestre foi revisado para uma estabilidade, em vez de queda de 0,1%.

Em relação ao 3º trimestre de 2018, o crescimento foi de 1,2%. No acumulado em 12 meses, o PIB registrou crescimento de 1%, frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já no acumulado do ano até setembro, o PIB cresceu 1%, em relação a igual período de 2018, informou o IBGE.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

O resultado veio um pouco melhor do que o esperado pelo mercado. A maioria das estimativas apontavam para um crescimento entre 0,4% e 0,5% no 3º trimestre.

Veja os principais destaques do PIB no 3º trimestre:

  • Serviços: 0,4% (com destaque para o comércio e atividades de informação e comunicação, com alta de 1,1%, ambas);
  • Indústria: 0,8% (puxado pela indústria extrativa que cresceu 12%, que compensou queda de 1% da indústria de transformação);
  • Agropecuária: 1,3%;
  • Consumo das famílias: 0,8%;
  • Consumo do governo: -0,4%;
  • Investimentos: 2%;
  • Construção civil: 1,3%;
  • Exportação: -2,8%;
  • Importação: 2,9%;

Perspectivas para 2019 e 2020

Para o resultado consolidado de 2019, o mercado financeiro manteve a previsão de crescimento da economia brasileira em 0,99%, segundo última pesquisa “Focus” do Banco Central, divulgada na véspera. No final de janeiro, a estimativa era de um crescimento de mais de 2% no ano.

Os analistas projetam, porém, uma aceleração do ritmo de recuperação da economia nesta reta final de 2019 e em 2020, puxada por um maior consumo das famílias, em meio a um cenário de juros mais baixos, inflação controlada, expansão do crédito e recuperação gradual do mercado de trabalho, ainda que puxada pela informalidade.

Para 2020 o ano que vem, a média das estimativas do mercado subiu na semana passada para 2,22% – na quarta alta seguida.

Em 2018, a economia brasileira cresceu 1,1%, após alta de 1,3% em 2017, e retrações de 3,5% em 2015, e 3,3% em 2016.

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