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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Operações da Polícia Civil contabilizam prisões de assaltantes de banco e crimes cibernéticos

Mais de 150 prisões realizadas pela Superintendência Estadual de Investigação Criminal (Seic).

Delegado Armando Pacheco, titular da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Foto: Divulgação)

Mais de 150 prisões realizadas pela Superintendência Estadual de Investigação Criminal (Seic), destes, cerca de 70 assaltantes de banco e os demais, suspeitos de crime cibernético, roubos diversos e outros ilícitos. O montante é resultado de operações direcionadas para controle e redução destas modalidades criminosas, a partir de investigações e cumprimento de mandados de prisão e preventivas decretados.

A Seic, órgão da Polícia Civil, tem atuação em todo o estado. A prisão de membros de grandes organizações criminosas e lideranças de quadrilhas de assalto a banco foram o alvo das operações especiais. “São suspeitos de alta periculosidade, com grande poder de fogo e que estão presos fruto de investigações que duraram meses. O objetivo é quebrar a estrutura dessas organizações criminosas, freando crimes complexos como os roubos a banco e crimes cibernéticos. Miramos os principais atores desses grupos, na capital e interior do Estado. É um trabalho diferenciado”, pontuou o titular da Seic, delegado Armando Pacheco.

O delegado ressaltou os prejuízos financeiros ao crime organizado devido operações da Seic. Em 2019, operação para prender integrantes de facção da capital, culminou também com apreensão de imóveis e bloqueio de contas bancárias, resultando em mais de R$ 1,5 milhão em prejuízos aos criminosos.

O trabalho investigativo da Seic evitou a perda de R$ 66 milhões à concessionária de energia elétrica do Estado, com a identificação e prisão de suspeitos de furto de energia. Com as operações, foi preso um homem de 51 anos, por participação, em sequestro do gerente do Banco do Brasil de Caxias, ocorrido no início deste mês. O homem é investigado ainda pelos crimes de extorsão e sequestro, praticados em dezembro do ano passado, contra funcionário de instituição bancária em Timon.

Ainda em ocorrências a bancos, a Seic prendeu o último suspeito de participar do ataque com uso de explosivos ao Banco do Bradesco, bairro São Francisco, na capital. A polícia cumpria mandado de prisão contra o suspeito, que estava foragido.

Compõem a Seic os departamentos de Combate ao Crime Organizado (DCCO), que atua contra organizações criminosas; Combate ao Roubo a Instituições Financeiras (DCRIF), contra ocorrências a bancos e demais instituições financeiras; Defesa de Serviços Delegados (DDSD), investiga fraudes a empresas; Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), contra crimes cibernéticos; e Combate de Roubos a Cargas (DCRC).

CRIME VIRTUAL

Investigação coordenada pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) prendeu um homem que utilizava perfis falsos em redes sociais, a partir de aparelhos celulares roubados.

O suspeito é piauiense e instigava as vítimas a compartilhar fotos, vídeos e outros materiais de sexo explícito. Os alvos eram crianças e adolescentes. Com a recusa das vítimas em continuar as conversas, ele ameaçava segui-las e publicar os conteúdos enviados. As investigações ocorriam desde o segundo semestre do ano passado e a partir da inspeção em aparelhos e coleta de depoimentos, o suspeito foi localizado e detido na capital maranhense. A prisão foi realizada em ação conjunta com a Polícia Civil do Piauí.

Entre os crimes que podem ser atribuídos ao preso estão estupro na modalidade virtual – crime previsto no Código Penal, além de divulgação de cenas de sexo explícito para criança e adolescente, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. “Havia um mandado de prisão contra o suspeito e em apoio à investigação da polícia piauiense, cumprimos o mandado de prisão contra ele, que estava foragido desde dezembro do ano passado. Vasculhando os vários perfis falsos que ele usava, conseguimos o paradeiro, prendê-lo e encaminhamos para a polícia do Piauí, que tomará as providências”, explicou o titular da DCCO, delegado Gil Gonçalves.

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