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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

PM e Blitz Urbana atuam no comércio central de São Luís para fazer valer o decreto de Flávio Dino

No sábado (21), foi determinada que todas as lojas fossem fechadas, no Maranhão, como forma de prevenção ao coronavírus

Foto: Reprodução

Policiais militares e funcionários da Blitz Urbana circulavam, a pé e em viaturas, por todo o centro comercial de São Luís, na manhã de ontem (23), coibindo a abertura de lojas, e a comercialização de produtos por parte dos vendedores ambulantes. Isso porque,mesmo que no último sábado (21) o governador Flávio Dino tenha editado novo decreto (nº 35.677), determinando a suspensão por 15 dias de atividades e serviços não essenciais, nem todos os donos e funcionários de estabelecimentos comerciais, além dos autônomos e dos próprios consumidores, respeitaram a recomendação do chefe do Executivo estadual para ficar em casa.

Houve significativo esvaziamento nas principais vias comerciais, como a Rua do Passeio e a de Santana, além da Rua Grande. Por conta do isolamento recomendado diante da pandemia do coronavírus e do fechamento de diversos estabelecimentos, a população diminuiu consideravelmente o movimento pelo centro da cidade. Algumas pessoas, porém, ainda desrespeitaram o decreto do governador, que proíbe o funcionamento do comércio.

Na Rua de Santana, uma loja que realizava a venda de óculos de grau atendia duas clientes, por volta das 9h30, quando a equipe de reportagem do Jornal Pequeno passava pelo local. No estabelecimento, os funcionários disseram que tinham aberto a loja para excepcionalmente para atenderem às duas consumidoras. Logo em seguida, com as clientes ainda dentro do espaço, o portão começou a ser baixado, sinalizando que o local seria fechado.

Uma das clientes, sem informar seu nome, respondeu que estava seguindo todas as precauções, mas precisou ir à loja buscar seus óculos. “Eu preciso deles para enxergar. Vim buscá-los, mas daqui vou para minha casa, continuar o isolamento social”, informou a mulher, que usava máscara.

Na Rua Grande, farmácias e um frigorífico estavam abertos. Na mesma via, as Lojas Americanas estavam com o funcionamento normal. Nela, nenhum funcionário quis informar sobre a abertura do estabelecimento, mas na Rua Grande mesmo outro lojista, que estava apenas acompanhando a ação dos policiais e de funcionários da Blitz Urbana, contou que as Lojas Americanas tem CNPJ registrado na categoria supermercado, e por isso estava aberta.

Alheio ao risco, o vendedor de controles para televisões, Geovane Batista Almeida, circulava pela Rua Grande oferecendo seu produto, até que teria sido interrompido por um policial. “Antes das 10h, eu já tinha vendido seis controles. Cada um a R$ 10”, informou. Já o dono de uma loja de roupas, que disse ter ido ao estabelecimento apenas pegar alguns documentos que levaria para guardá-los em casa, informou que trabalha na Rua Grande há 25 anos, e nunca viu nada parecido com isso. “A gente depende disso aqui para viver. Só não fico pela recomendação das autoridades. A intenção é fazer o melhor para colaborar com todos. E, mesmo se eu decidisse trabalhar, não teria quase ninguém para comprar”, contou o comerciante.

Na Rua de São João – que fica entre a Rua da Paz e a Rua Grande, uma empresa de empréstimo pessoal estava aberta. Na Rua da Paz, reformas e faxinas nas lojas fechadas estavam sendo feitas, ontem. Em uma, duas pessoas pintavam a fachada do estabelecimento. Em outra, a faxina era feita internamente, mas com a porta do local, que dá acesso à rua, aberta.

RUA GRANDE MOVIMENTADA

Pela Rua Grande, o número de pessoas circulando pela via poderia surpreender qualquer um, após o decreto de Flávio Dino. O feirante Josiel Mendes Fonseca, de 53 anos, disse que não acredita no coronavírus. “Isso é história, estão querendo é acabar com o meu negócio. Minhas vendas caíram. Hoje nem abri, e aproveitei para vir à Rua Grande, ver o que estaria aberto”, informou.

“Meu filho precisa de remédios, também estou à procura de álcool em gel”, disse Natália Soares acompanhada de seu filho de sete anos, na fila de espera de uma farmácia da Rua Grande.

Outro motivo pelo qual as pessoas teriam ido ao centro comercial foram os bancos. Havia pessoas na porta do Banco Itaú, na Rua Grande; e do Banco do Nordeste, na Rua de Santana. Os bancos abriram às 9h e fechariam ao meio-dia.

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