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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Pequenas empresas apostam na presença digital em meio à crise

Mudanças para se adaptar ao momento podem representar uma vantagem no futuro, diz Sebrae

Adilza Mona de Andrade diz ter conseguido burlar a crise ao ampliar os canais de vendas online de sua empresa de óleos essenciais e aromoterapia (Foto: Divulgação)

Em um cenário de muitas incertezas, em virtude do avanço da pandemia do novo coronavírus no estado, os donos de pequenos negócios buscam novas estratégias para minimizar os prejuízos. Entre os setores mais afetados estão os que funcionam de portas abertas e dependem da circulação de pessoas – os ditos serviços não essenciais, que por decreto governamental não foram liderados para funcionar.

Para continuarem se mantendo e pagando os compromissos, os empreendedores tiveram que usar de criatividade, buscar estratégias assertivas, serem ágeis e visionários. Pensando nessas quatro habilidades, o Sebrae no Maranhão coloca no ar, semanalmente, séries digitais no seu perfil do Instagram (@sebraemaranhao) e no Portal sebrae.com.br.

A proposta é estimular os donos de pequenos negócios a pensarem em como podem aproveitar o período da quarentena e equacionar seus negócios. “No Brasil, 98% dos empreendimentos são micro e pequenas empresas. Portanto, é importante que tenham acesso às informações necessárias para o enfrentamento da crise e aproveitamento das oportunidades existentes. Por isso, estamos nos empenhando ao máximo com nossas equipes para apoiar o segmento mais do que nunca, nesse tempo de coronavírus”, declarou o diretor técnico do Sebrae estadual, Mauro Borralho, que destacou o atendimento remoto do Sebrae.

“Hoje, nós também tivemos que nos adaptar como empresa a esse momento de isolamento. Mas nossas equipes estão trabalhando muito para orientar, de maneira remota e por meio dos nossos canais digitais, os empreendedores maranhenses, ofertando o máximo de conteúdos e informações que possam contribuir para repensarem seus negócios, ajustarem as arestas, planejarem melhor suas ações e buscarem alternativas criativas e assertivas para sobreviverem em meio a essa pandemia mundial. Cremos que o período do isolamento pode ser usado para se aprender coisas novas e pensar minuciosamente em um futuro que não está distante, porque em breve voltaremos à rotina”, acredita o executivo.

Para a gerente de Soluções Empresariais do Sebrae, Keila Pontes, a percepção do que pode fazer e quais alternativas pode usar em momentos de crise, devem ser rápidas por parte do empreendedor. “Quanto mais o tempo passa, menos entra receita na empresa para pagar fornecedores, contas mensais, funcionários e outros compromissos. O importante é buscar o que seja mais viável e que não desrespeite os decretos governamentais, já que o cerco se apertou junto aos estabelecimentos que são proibidos de abrir as portas durante a quarentena. A criatividade, também, é uma mola propulsora que pode gerar lucros surpreendentes nesse período e os colaboradores podem ajudar muito, dando ideias viáveis e criativas”, apontou a gerente.

BURLANDO A CRISE

Encontrar alternativas para fugir da crise pode não ser fácil para alguns, mas milhares de empreendedores brasileiros estão conseguindo caminhar fazendo uso da presença digital aliada ao delivery, estratégia que une ferramentas diversas e um serviço que possibilita vendas sem contato físico.

A empresária e aromoterapeuta clínica, Adilza Mona de Andrade, disse estar burlado a crise exatamente assim. Dona de uma pequena indústria de perfumes ambientais e envase de óleos essenciais em Teresina (PI), Mona – como é mais conhecida pelos clientes, possui um ponto físico da Cheiros & Delírius Aromoterapia em um shopping center de São Luís e garante que, apesar de estarem com volume menor, as vendas não pararam.

Como estratégia, a empresária utilizou meios digitais – e-mail marketing, site, redes sociais da empresa e o próprio WhatsApp – para informar aos clientes que, durante a quarentena, a loja está atendendo por encomenda.

“Então, como as vendas não pararam e querendo preservar a saúde de nossos clientes, contratamos um motorista para buscar na loja as encomendas separadas por uma de nossas funcionárias e fazer as entregas domiciliares. Tudo com as devidas orientações de segurança das autoridades de saúde. Não temos nem contato físico com o cliente, porque o pagamento é todo efetuado por meio eletrônico, pelo site da loja ou por transferência bancária”, informou a empresária, enfatizando que a crise sanitária foi uma oportunidade de fortalecer a marca no digital, reforçando mais uma frente de vendas de seus produtos.

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