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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Nenhum caso de Covid-19 é registrado entre as pessoas em situação de rua da capital maranhense

Informação é da Semcas e do Caps-AD, que ontem realizaram mais uma ação resgate na região do Mercado Central

Para evitar aglomeração, ação de resgate realizada ontem (27), no Mercado Central, teve atendimento voltado somente para pessoas em situação de rua (Foto: Gilson Ferreira)

A Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) e o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD) relataram que, até o momento, nenhuma pessoa em situação de rua foi diagnosticada com o novo coronavírus, em São Luís. A informação foi repassada quando os dois órgãos, com apoio da Polícia Civil – representada pelo delegado Joviano Furtado –, realizaram a segunda ação, na quarentena, de resgate e de atendimento a usuários de entorpecentes e moradores de rua, com entrega de máscaras, vacinação contra H1N1 e lanches.

O evento foi realizado nessa quarta-feira (27), no Mercado Central. O diretor do Caps-AD, o médico Marcelo Costa, garantiu ao Jornal Pequeno que acompanhou todos os testes de Covid-19 feitos em pessoas na situação vulnerável de rua. Os 75 exames, segundo Marcelo Costa, foram realizados na sede do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, que fica no bairro do Monte Castelo; nos alojamentos provisórios em função do coronavírus; e ainda por meio do programa da Prefeitura de São Luís, o Consultório na Rua.

“Me mantive informado sobre cada diagnóstico. E, felizmente, nenhum deu positivo”, disse o médico. Marcelo informou que o acolhimento diante da pandemia é feito nos alojamentos provisórios: Estádio Castelão, localizado no bairro Outeiro da Cruz; em um imóvel na Vila Luizão, e outro no bairro Olho d’Água.

“No Estágio Castelão, o local fica com a porta aberta, de segunda-feira a sextafeira. Atualmente, há 80 pessoas instaladas nesse alojamento. Elas dormem e fazem suas refeições no local”, informou a coordenadora da Abordagem Social de Rua da Semcas, Marta Andrade.

Já no Caps-AD do Monte Castelo, o diretor informou que estão sendo entregues quantidades maiores de remédios, para que os pacientes não se sintam na necessidade de saírem de suas casas em busca da medicação. “Nossa rotina não mudou, estamos de portas abertas, nossa equipe de médicos não foi reduzida, e as consultas continuam sendo realizadas. Porém, para que seja evitada aglomeração nas instalações internas do CapsAD do Monte Castelo, estamos distribuindo volume maior de medicamentos por paciente, para que eles fiquem mais tempo em casa”, informou Marcelo.

O médico contou ainda que as internações ainda estão sendo feitas na Unidade de Acolhimento (UA) do Caps-AD, na Cohab. “Estamos com 180 pessoas assistidas pelo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, e mais 23 pacientes internados na UA”, informou Marcelo.

AÇÃO DE RESGATE

Na manhã de ontem, foi realizada a segunda ação de resgate e de atendimento à população em situação de rua e usuários de drogas. O evento teve início às 8h, sob uma tenda, no Mercado Central. Para que fosse evitada aglomeração no local, diferente das outras vezes, os atendimentos foram feitos de forma restrita a quem mora na rua, em vez de atender ao público geral, que sempre se beneficiava com os serviços oferecidos nas ações.

A Polícia Civil, o Caps-AD e a Semcas disponibilizaram vacinas contra a gripe H1N1, e doaram máscaras. Apenas um homem de 32 anos que é usuário de drogas decidiu ingressar no tratamento, por meio do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas. Esse paciente também receberia todo o auxílio da Semcas, e seria encaminhado para um alojamento.

“Cada sim que nós recebemos de morador de rua ou usuário de drogas ao nosso convite de ajuda, vale todo o esforço de termos montado essa estrutura da ação”, declarou Marcelo Costa.

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