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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Estuprado quando criança, jovem confessa que matou e tocou fogo no corpo de motorista por vingança, em Tasso Fragoso

Em depoimento, rapaz afirmou que atraiu o homem até uma casa abandonada e o matou a facadas antes de carbonizar o cadáver

Casa onde o corpo do motorista foi encontrado carbonizado (Foto: Divulgação)

No dia 23 de julho de 2020, o corpo de um homem, identificado como Francisco de Sousa, o Chico Mago, de 58 anos, foi encontrado completamente carbonizado, em uma casa abandonada, na zona rural do do Município de Tasso Fragoso/MA.

Morador do Povoado Lagoa, Chico Mago era motorista de van, e, de acordo com a Polícia Civil do Maranhão, foi morto por um jovem de 19 anos, que alegou ter praticado o crime por vingança, em razão de ter sido estuprado por ele há oito anos.

Ainda conforme a polícia, Chico Mago bebia em um bar no município, na noite do dia 22 de julho, e foi visto saindo em direção à casa onde foi encontrado morto na manhã seguinte. Testemunhas foram ouvidas e algumas acareadas, levando a investigação ao suspeito D. S. M., que, a princípio, negou a autoria do crime.

Confrontado com alguns fatos, o jovem acabou confessando o crime e entregou a faca que usou para matar Chico Mago, antes de tocar fogo no corpo.

D.S.M. afirmou, segundo a polícia, que foi estuprado por Chico Mago quando tinha 11 anos de idade, época que o motorista fazia transporte de estudantes da zona rural de Tasso Fragoso, e se hospedava na casa do jovem. Aproveitando-se da confiança da família, abusava sexualmente da criança enquanto todos dormiam.

D. S. M. afirmou em depoimento que na noite do dia 22 de julho, enquanto estava no bar, Chico enviou recados, dizendo que queria se relacionar com ele. Então, decidido, marcou de encontrá-lo na casa abandonada, onde o matou com golpes de faca e depois ateou fogo no corpo e em toda a casa. Em seguida, retornou para o bar normalmente.

O jovem foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe à traição e também por destruição de cadáver, crimes cujas penas somadas podem chegar a 33 anos.

A Polícia Civil concluiu o inquérito nessa quarta-feira, e, por enquanto, D. S. M. responde pelo crime em liberdade.

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