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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Superintendência de Homicídios afirma que mais de 70% dos casos de latrocínios na Grande São Luís foram solucionados

Os últimos crimes dessa natureza, registrados na capital maranhense, tiveram como vítimas um motorista de ônibus e um policial militar

Entre as vítimas de latrocínio, neste ano na Grande Ilha, estão o dançarino “Xexéu”, o bombeiro Válber Nélio, a aposentada Fátima Evangelista e o soldado Ricardo Pinheiro (Foto: Divulgação)

Na última semana do mês de setembro, as mortes de um motorista de ônibus e de um policial militar, em São Luís, ganharam repercussão na cidade e entraram nas estatísticas de casos de latrocínios na região metropolitana da capital. De janeiro ao dia 24 de setembro, chegou-se a 23 registros de crimes dessa natureza, tendo sido 78% deles solucionados, segundo dados da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).

“A questão da elucidação são os casos que nós identificamos o autor, que estamos trabalhando para concluir o inquérito e remeter ao judiciário. Este ano já estamos com 18 resolvidos”, explicou o delegado Felipe César, diretor do Departamento de Proteção à Pessoa da SHPP.

Com relação ao ano de 2019, de acordo com o delegado, dos 34 latrocínios registrados na Grande Ilha, em torno de 60% foram totalmente resolvidos. Ambos os casos citados acima, por exemplo, já entraram na lista dos solucionados. A dupla envolvida no assassinato do motorista Francisco Carlos da Silva Teixeira, na noite do dia 19 de setembro, na Avenida Jerônimo de Albuquerque, próximo ao elevado da Cohama, foi identificada e presa horas depois.

Anderson Silva Rodrigues e Gabriel de Oliveira Lisboa confessaram o crime e imagens das câmeras do ônibus ajudaram a polícia a entender toda dinâmica, além de também confirmarem os capturados como autores.

Os três suspeitos de participação na morte do soldado Ricardo Sousa Pinheiro, no bairro Ipem São Cristóvão, na quinta-feira (24), acabaram sendo mortos. Wilker Chavier Silva foi alvejado pelo próprio militar antes de ser atingido com tiros no tórax, enquanto Neyvison Canindé Carvalho e Vanderson dos Remédios Costa Almeida morreram após confronto com policiais militares, respectivamente, no bairro da Cidade Olímpica e na cidade de Peri-Mirim.

15 REGISTROS SOMENTE ENTRE JULHO E SETEMBRO

Houve um aumento dos crimes dessa natureza entre os meses de julho e setembro, que coincidem com o período no qual o governo do Estado passou a flexibilizar as recomendações de isolamento social, decretadas devido à pandemia do novo coronavírus.

Conforme Felipe César, foram 15 casos de latrocínio na região nestes três meses. O delegado acredita que a questão econômica seria o principal motivo para esse crescimento. “Aumentou muito os números de roubos, furtos e, consequentemente, dos roubos que acabam progredindo e virando latrocínios. Durante o isolamento mais forte, de março a junho, só tivemos três casos”, frisou.

CASOS DE GRANDE REPERCUSSÃO RESOLVIDOS

Vale ressaltar alguns dos casos de grande repercussão que também já foram devidamente esclarecidos pela Polícia Civil. Um deles foi o da idosa Fátima Maria Evangelista dos Santos, encontrada em uma cova clandestina, no cemitério da Maioba, na cidade de Paço do Lumiar, no dia 1° de setembro.

Segundo o delegado, cinco pessoas envolvidas na trama que resultou na morte da vítima estão sendo investigadas e duas delas permanecem presas. São elas: o ex-pré-candidato a vereador Leandro César Silva Santos; e Odailton Amorim da Silva, vizinho e amigo da idosa, que confessaram participação. Ambos alegaram, em depoimento, terem encontrado Fátima Maria já sem vida dentro da casa, mas a versão foi rechaçada pela polícia.

A mulher, que morava sozinha no Beco da Baronesa, região central da cidade, tinha um patrimônio considerável em dinheiro e imóveis, havia sido vista pela última vez dia 10 de abril. R$ 189 mil foram retirados das contas dela pelos dois suspeitos.

No mês de fevereiro, o latrocínio do dançarino Wenyson Fernandes Miranda, de 33 anos, conhecido como “Xexéu”, na região da Cohab, em São Luís, chocou a população pela brutalidade. Ele sofreu diversas lesões no corpo, teve um fio amarrado no pescoço e levou uma pancada na cabeça.

Quatro meses depois, a polícia chegou até Danilo Antônio Velaco de Assis, 27 anos, que estava na casa de uma tia, na cidade de Manaus. O autor, que residia na casa da vítima e mantinha um relacionamento com ela, negou o crime e diz que queria apenas roubar objetos da casa para comprar drogas. O homem aponta outra pessoa, que seria amigo dele e quem teria o apresentando a “Xexeu”, como responsável pelo latrocínio.

O caso do subtenente do Corpo de Bombeiros, Válber Nélio Costa Pereira, de 57 anos, assassinado com um tiro na cabeça durante um assalto, no dia 9 de junho, no bairro Vassoural, em Paço do Lumiar, já conta com quatro envolvidos presos e sete indiciados, conforme o titular do Departamento de Proteção à Pessoa.

No mesmo dia do crime, foram presos Luís Carmerindo Sales Neto e Alisson Brendo Cabral Pinheiro, que teriam dado apoio logístico na ação; e um morreu após troca de tiros com policiais.

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