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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Inflação medida pelo IBGE em São Luís apresenta aumento de 1,0% em setembro comparada a agosto

Alimentos e bebidas foram itens que mais influenciaram no aumento

Alimentos e bebidas foram itens que mais influenciaram no aumento (Foto: Divulgação)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, em São Luís, registrou elevação de 1,0% em relação a agosto, quando foi registrada alta de 0,38%. A última vez que o IPCA da capital havia alcançado índice de preços que atingisse a casa do 1,0% ou mais foi em dezembro de 2019, quando chegou ao patamar de 1,47%.

A inflação em São Luís foi puxada principalmente pelo aumento de preços no grupo alimentação e bebidas. Para a série histórica do IPCA de São Luís, iniciada em maio de 2018, a taxa de 2,77% no mês de setembro foi a segunda mais alta, superada apenas pelo IPCA de dezembro de 2019, quando houve aumento de preços na casa de 4,74%.

Essa ocorrência no mês de setembro fez com que a inflação acumulada no ano para o grupo alimentação e bebidas retomasse ao patamar de alta que se observou nos primeiros quatro meses do ano.

Em todas as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE houve quadro inflacionário, sendo que a taxa de São Luís foi a quinta mais elevada. A maior inflação no mês de setembro foi observada em Campo Grande, com IPCA de 1,26%. A menor taxa de aumento de preços foi detectada na Região Metropolitana (RM) de Salvador, índice de 0,23%.

Inflação – Tanto o IPCA de São Luís quanto o IPCA de Brasil continuam abaixo da meta inflacionária definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4% no ano de 2020, podendo variar 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou 1,5 p.p. para baixo. Nos nove primeiros meses do ano, tanto para São Luís quanto para Brasil, os números estão abaixo do piso da meta inflacionária (2,5%).

No Brasil, em função da alta de preços do mês de setembro, 0,64%, acima dos padrões ocorridos no ano, cuja maior taxa tinha sido detectada no mês de julho, 0,36%, o acumulado em 12 meses passou a se posicionar acima do piso inflacionário trabalhado pelas autoridades monetárias, que é de 2,5%. Em São Luís, tendo em vista a alta de 1% observada em setembro, o IPCA de 12 meses passou a ser de 3,50%.

Dos nove grupos de despesa pesquisados, seis apresentaram inflação em São Luís, com observação relevante para o grupo alimentação e bebidas, cuja elevação de preços atingiu a casa de 2,77%, impactando (p,66 p.p.) de forma significativa o comportamento final dos preços ao consumidor. Outros aumentos foram observados nos seguintes grupos de despesa por ordem de impacto: transporte, 0,95% (impacto de 0,17 p.p.); habitação, 0,56% (impacto de 0,08 p.p.), artigos de residência, 1,37%, (impacto de 0,06 p.p.), vestuário, 0,67% (impacto de 0,04 p.p.) e, por último, comunicação, 0,27% (impacto de 0,01 p.p.).

Dois grupos apresentaram deflação, saúde e cuidados pessoais (-0,18%) e educação (-0,05%), mas ambos sem força suficiente para reverter e conter a formatação final do IPCA de São Luís, que foi de alta de preços: 1,0%. O grupo de despesa conhecido como despesas pessoais teve preços estabilizados no mês de setembro: 0,0%.

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