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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Desmatamento e assoreamento mudam paisagens de Morros

Ambientalista faz apelo ao Poder Público e sociedade sobre o descontrole na exploração do meio ambiente.

Degradação ambiental em Morros está destruindo os seus rios, principais atrativos turísticos do município (Foto: Divulgação)

Um leitor procurou o Jornal Pequeno para tornar público o ato de atividades lesivas à natureza, no município de Morros. O ambientalista Roberval Costa informou que não estão sendo respeitados os limites de exploração daquela cidade, e disse que os problemas são causados pela própria população.

Segundo Roberval, há o assoreamento do Rio Una, igarapés e lagunas, e a extração irregular de madeira. Ele já foi diretor da Associação Maranhense para Conservação da Natureza (Amavida).

Na década de 90, o ambientalista coordenou um projeto intitulado “Jovens Curupiras em Defesa dos Povos e da Floresta Amazônica”. Sobre Morros, ele informou que a devastação está concentrada no Rio Una, nas localidades de Una Grande e Una dos Morais.

Além disso, outros lugares também muito afetados são igarapés nos povoados de João Alves, Mororó e Mato Grosso, Bom Gosto, e a Cachoeira do Arruda.

De acordo com o ambientalista, há policiais, políticos e empresários envolvidos na extração irregular da madeira para venda. Já o assoreamento é provocado, sobretudo, por donos de bares e pousadas.

Seria retirada a vegetação das margens do rio e igarapés, fazendo com que o solo arenoso de Morros invada as áreas de banhos, prejudique o curso das águas, e torne os reservatórios naturais rasos, e propícios a desaparecem.

Roberval disse também que pessoas carentes estão cortando madeira para vender o produto em São Luís, por preços baixos, fora de mercado.

“Há moradores humildes vendendo ‘sua galinha dos ovos de ouro’. E, há quem compre as terras e as desmatem para a construção de empreendimentos, como bares e pousadas, atrativos para banhistas, mas que a longo prazo, estão acabando com o turismo da cidade”, disse Roberval.

De acordo com o ambientalista, a degradação se acirrou depois da construção da ponte, que liga as cidades Morros e Axixá. Roberval informou que a situação é antiga, se arrasta há muitos anos, e que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já fez autuações (multas), mas as pessoas as ignoraram, e o poder público municipal estaria fazendo vista grossa.

Roberval informou que vereadores e prefeitos de Morros, além do Ministério Público do Maranhão, já fizeram visitas às áreas devastadas, sendo que algumas visitações foram guiadas por ele. “Eu apelo, mais uma vez, as autoridades públicas e a população, pela proteção ambiental das nossas riquezas naturais”, concluiu Roberval.

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