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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Fortes chuvas trazem de volta problemas que já viraram rotina para moradores do Coroado, em São Luís

As pessoas atribuem a situação à falta de uma rede de drenagem eficiente.

Ruas alagadas e com infraestrutura precária já fazem parte do cotidiano de quem reside no Coroado (Foto: Gilson Ferreira)

Todos os anos, no período de chuvas fortes, entre dezembro e abril, o bairro do Coroado, em São Luís, sofre com alagamentos em diversas ruas. Em algumas vias, mesmo fora deste período, elas alagam com chuvas menos intensas. Nessa terça-feira (23), o Jornal Pequeno visitou alguns dos locais mais afetados pelos problemas causados por alagamentos.

Em todos os pontos, foi possível observar mato, problemas na rede de águas pluviais, buracos, e ausência de asfalto. Este é o cenário das ruas Cobre, Ouro, Sagitário e Cerro Corá.

Na Rua do Cobre, a moradora Célia Cristina Ximenes informou ficar “ilhada”, durante chuvas fortes. “Não dá para sair de casa. A rua parece um rio”, declarou Célia.

“A água bate nas coxas, sair de casa após uma chuva é um transtorno incalculável”, reclamou a moradora Cecília dos Santos.

Os problemas estruturais ainda sem solução no Coroado, segundo os moradores, existem há muitos anos. Eles pedem obras de urbanização. “Aqui, alaga sempre que chove, falta uma rede de drenagem eficiente. Além disso, implantar rede de drenagem de águas pluviais é uma decisão política, investir em canos não é algo que dê visibilidade, por isso os problemas do Coroado não são solucionados”, lamentou o morador da Rua Sagitário, Francisco de Almeida Sobrinho.

BUEIROS ENTUPIDOS

A moradora Maria Raimunda Sousa informou que na Rua Cerro Corá, quando chove, a água sobe rapidamente, já que os bueiros da via, ou próximos a ela, estão entupidos. “Esses pontos ficam em áreas baixas, e têm uma rede muito antiga, que não foi renovada, apesar do crescimento do Coroado. A água da chuva demora muito a escoar. A realidade é que a drenagem de toda a cidade deve ser repensada”, disse Maria Raimunda.

Na Rua do Ouro, Francisco de Assis disse que já aconteceu de carros ficarem atolados, quando o chão fica coberto de água. “Motociclistas caem, carros atolam, e os pedestres correm o risco de se machucarem. É muito triste a realidade da via, e não é nenhuma novidade para ninguém”, reclamou Francisco.

OUTRO LADO

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) informou que, nesta quinta-feira (25), iniciará a operação tapa-buracos em São Luís. “Serão três frentes simultâneas de trabalhos com serviços de recuperação asfáltica nas principais avenidas de São Luís e em vias menores, internas aos bairros da cidade, importantes para a fluidez de veículos em caso de intercorrências nas principais avenidas”, diz a nota. E que “os locais citados na reportagem já estão inclusos no cronograma da operação”.

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